Nesta quinta-feira (6), durante sua passagem por Juíz de Fora, Minas Gerais, Bolsonaro [VIDEO] acabou sendo vítima de uma facada [VIDEO]em meio à multidão que o cercava. O político estava sendo carregado por seus eleitores quando um homem se aproximou e desferiu o golpe, atingindo o abdômen do presidenciável. O agressor foi preso logo em seguida e, ao ser interrogado, explicou que o que fez foi um ato comandado por Deus.

Bolsonaro foi leva às pressas para a Santa Casa da Misericórdia de Juíz de Fora. O deputado chegou ao local as 15h40 e deu entrada na emergência como vítima de material perfurocortante. Bolsonaro teria chegado com a pressão baixa devido à perda de sangue.

Os intestinos grosso e o delgado lesionados pela facada. A arma também teria atingido uma artéria no abdômen. Por conta disso ele teve que passar duas horas na mesa de operação. Quando tudo passou, o presidenciável foi levado para a UTI da Santa Casa de Juíz de Fora, onde passou a noite.

A recuperação

Durante a recuperação de Bolsonaro um vídeo foi gravado por Magno Malta. O vídeo é o primeiro registro do deputado consciente após o incidente. Nele Bolsonaro diz que irá se preparar para as dificuldades da campanha e lamenta ter sido esfaqueado por nunca ter feito mal a ninguém. Por mais que o candidato apareça acordado e lúcido, sua voz ainda é fraca devido à recuperação. No começo do vídeo, seus filhos, que estavama companhando Magno, fizeram uma oração para pedir pelo bem do pai. Bolsonaro também lamentou não poder comparecer ao desfile do 7 de setembro, no Rio de Janeiro.

Além disso, o presidenciável agradeceu a equipe médica e a Deus por sua vida.

O estado de Bolsonaro é grave [VIDEO], mas considerado estável, segundo os médicos da Santa Casa. O presidenciável deve ficar de repouso por uma semana e foi transferido para o hospital israelita Albert Einstein, em São Paulo.

O agressor

Adélio Bispo de Oliveira, de 40 anos, é pedagogo e foi o responsável pela agressão proferida ao deputado. Ele confessou o crime e está detido na penitenciária de Juiz de Fora. De acordo com o advogado de Adélio, ele não pretendia matar Bolsonaro, mas apenas lesioná-lo. Segundo o pedagogo, suas motivações para esfaquear o candidato foram puramente religiosas.

Nenhum registro de filiação partidária foi encontrada na investigação sobre Adélio. Consta apenas que ele foi filiado ao PSOL há alguns anos atrás, fato que o partido não negou após repudiar o ato e pedir para que a investigação continue.