Nesta quinta-feira (13), a ministra Cármen Lúcia deixará o comando do Supremo Tribunal Federal (STF) e assumirá o lugar de Dias Toffoli na Segunda Turma da Corte. Um auxiliar da ministra chegou a mostrar que a sua presença na Segunda Turma poderá mudar vários rumos de decisões referentes às investigações da Lava Jato. O auxiliar chegou a dizer as seguintes palavras, segundo informações da Folha de São Paulo: "Quem saiu, saiu. Quem não saiu, não sai mais".

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Dias Toffoli toma posse nesta quinta (13) no comando do STF e prepara um discurso que visa harmonizar todos os Poderes. Segundo informações, Toffoli pretende manter a paz no tribunal, inclusive, promovendo a paz entre Gilmar Mendes e o ministro Luís Roberto Barroso, que já se estranharam em vários julgamentos. Barroso foi chamado por Toffoli para fazer um discurso em sua posse.

Cármen Lúcia ficará na Segunda Turma e pelas suas convicções e pensamentos, trará um novo conceito para os julgamentos dessa Turma.

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Vários réus da Lava Jato chegaram a ser soltos com habeas corpus concedidos por essa Turma, que era vencedora nas votações ao juntar os votos de Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes. Os ministros Celso de Mello e Edson Fachin quase sempre eram vencidos. Com Cármen Lúcia as coisas podem alterar e o recado do seu auxiliar mostra bem que a ministra não será suscetível em beneficiar réus da Lava Jato.

Foi comentado que diversos advogados dos investigados já afirmaram temer que a situação pode se complicar para eles com a ministra nessa Turma.

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Governo

Despedidas

Cármen Lúcia se despediu do comando da Corte Suprema com um jantar, em Brasília, onde reuniu todos os seus assessores. Ela agradeceu a dedicação deles e afirmou que não foi fácil ser presidente da Corte num momento difícil em que se vive o país.

Ela declarou que deixa a presidência do STF com uma sensação de dever cumprido e tendo a certeza de que fez o que podia para amenizar as coisas. Ela citou que o país viveu uma sucessão de crises jamais vista em sua história.

Críticas

A ministra colecionou várias críticas enquanto estava dirigindo o tribunal. Ela foi alvo até mesmo dos seus colegas de trabalho que não concordavam com sua resistência em diversos pontos, como por exemplo, em não pautar o tema da prisão após a condenação em segunda instância.

Procuradores da República e políticos também apontaram que, em determinados momentos, faltou um senso de liderança a ela, ocasionando um pouco de confusão em alguns julgamentos, até mesmo, embates polêmicos e discussões acirradas.

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