O candidato à Presidência do Brasil, Ciro Gomes (PDT), afirmou, nesta quarta-feira (12), ao Jornal O Globo, que se o general e comandante geral do Exército, Eduardo Villas Bôas, tivesse feito as declarações sobre a instabilidade política no Brasil, no seu Governo, ele teria demitido o general e ainda o penalizado com uma prisão. Em relação ao papel das Forças Armadas em eventual governo dele, Ciro disse o seguinte: "Sob a ordem da Constituição, eu mando e eles obedecem".

O general Villas Bôas disse, em uma entrevista ao Estadão, que a legitimidade do próximo governo estaria ameaçada devido a forma como os ânimos estão alterados nessa campanha. Ele também disse que um candidato sub judice não poderia comandar o país, não sendo bem aceito aos olhos das Forças Armadas.

Ciro Gomes retrucou o general e disse que no governo dele militar não fala em política. "Ele estaria demitido e provavelmente pegaria uma cana", disse Ciro.

O candidato ainda comentou que Villas Bôas está agindo assim para calar a voz de alguns que se manifestam nos quartéis, que seria, segundo Ciro, o lado fascista da sociedade brasileira.

General Mourão

O candidato do PDT também criticou o vice de Jair Bolsonaro, General Mourão. De acordo com Ciro, Mourão é "jumento de carga", que tem espaço no Exército. Ciro falou que quem manda no país é o povo e que é tutela ouvir o "sargentão" falando que vai fazer isso e aquilo.

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Governo Eleições

Em relação às Forças Armadas, disse que elas devem obedecer, e lutará para que sejam mais modernas, poderosas e altivas. Ele ressaltou que em nenhum momento colocará os militares no combate ao narcotráfico. "Isso é papo americano", defendeu.

Críticas a Haddad

Ciro Gomes aproveitou a sabatina para criticar o candidato do PT, Fernando Haddad. Conforme dizeres do ex-governador do Ceará, Haddad, se ganhar as Eleições, será presidente por procuração de Lula e comparou o caso do ex-prefeito de São Paulo com a presidente cassada Dilma Rousseff.

"O Brasil não aguenta outra Dilma", protestou.

Para Ciro, Haddad não tem experiência e não conhece o país, e o PT só tende a pensar nos interesses próprios e não no povo brasileiro.

Ao entrar no assunto sobre o deputado Jair Bolsonaro, que lidera as pesquisas eleitorais, Ciro afirmou que, se caso Bolsonaro for eleito, ele abandonará a política e não fará oposição a ele. Ciro afirmou que se o deputado vencer a disputa, dará a mão para ele, o parabenizará e depois irá chorar no colo de sua mãe.

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