Atualmente terceiro colocado nas pesquisas de intenção de votos, com 12% da preferência do eleitorado, de acordo com último levantamento feito pelo Instituto Datafolha, o candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, revelou nesta sexta-feira (28), que essa será sua última disputa eleitoral. A declaração foi dada durante uma entrevista à Rádio Guaíba, do Rio Grande do Sul.

Na mesma entrevista, ele também disse que não é mais possível andar com o PT na política. “Vou disputar a minha última eleição”, disse.

“Por isso, vou ter que lutar como um obstinado até as 17h do dia 7 de outubro”, completou o candidato, que já havia tentado uma vaga no Palácio do Planalto nos pleitos de 1998 e 2002, sendo batido por Fernando Henrique Cardoso e Lula, respectivamente.

O candidato do PDT teve que cancelar nos últimos dias compromissos de campanhas devido a problemas de saúde. Na última terça-feira (27), o ex-governador do Ceará teve que ser internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, em razão de um sangramento na urina.

O problema foi provocado pelo crescimento benigno da próstata. Ele precisou fazer uma cauterização e foi liberado no dia seguinte, mas teve que retornar ao hospital nesta sexta para retirar uma sonda que foi colocada no período que permaneceu internado.

Não dá mais para apoiar o PT

Na mesma entrevista, Ciro também falou sobre um possível apoio ao candidato do PT Fernando Haddad em um eventual segundo turno contra Jair Bolsonaro, do PSL.

De acordo com o político cearense, não é mais possível apoiar o PT, que em sua visão, se tornou "uma organização odienta de poder”. A fala foi uma resposta a declaração dada por Haddad na véspera, segundo a qual ele disse que ter certeza que PDT e PT formarão uma aliança em um eventual segundo turno.

Ciro ainda continuou criticando o Partido dos Trabalhadores, lembrando que a sigla diz que existiu um golpe em 2016, mas que se aliou a Renan Calheiros, em Alagoas, e a Eunício Oliveira, no Ceará.

Ele ainda disse que o PT é um partido escorpião, que gosta de ser apoiado, mas não quer saber de apoiar ninguém.

Chamou Michel Temer de ladrão

O candidato do PDT também mirou sua metralhadora giratória ao presidente Michel Temer, o qual chamou de ladrão. “Um ladrão faz muitos anos”, disse. Ambos são desafetos políticos desde da década passada, quando o cearense era deputado federal e o atual presidente comandava a Câmara dos Deputados.

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