O presidente do Clube Militar, general Eduardo José Barbosa, divulgou uma carta intitulada "Para um Brasil melhor", onde critica a elite empresarial e política e a atuação do Judiciário brasileiro. No documento, o general defende o fim das cotas em escolas públicas, alteração na Lei Rouanet, extinção de televisões e rádios públicas, dos cargos de vice-governador e vice-prefeito, além da fusão de municípios.

O general, que está na presidência do Clube, entrou no lugar do vice da chapa de Jair Bolsonaro, general Antonio Hamilton Mourão, e expôs nessa carta várias de suas preocupações.

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Ele defende também que grandes devedores da Previdência sejam cobrados e paguem por seus débitos. Além disso, pede a suspensão de recursos públicos para ONGs.

O Clube Militar ressalta um grande perigo que envolve o país diante da calamidade da defesa e da segurança pública. Segundo a instituição, existe um tipo de fragilidade nas missões definidas, que ficam suscetíveis às ameaças de transnacionais.

Em relação à Lei Rouanet, o general defende que os recursos vão para artistas amadores e não para aqueles profissionais já consagrados. Além disso, deve-se frisar também o envio de ajuda desses recursos para atividades culturais do Estado, museus e orquestras sinfônicas.

Recursos dos processos penais

Um outro ponto defendido no documento do Clube Militar, é a eliminação de alguns recursos penais que só tendem a evitar a prisão de condenados. Vale ressaltar que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, pretende colocar na pauta da Corte, no ano que vem, uma votação que pode alterar a jurisprudência do STF sobre a prisão após condenação em segunda instância. Procuradores da Lava Jato, o juiz Sérgio Moro e até mesmo alguns ministros do STF sabem que esse mecanismo é muito utilizado contra a corrupção e, caso modificado, pode ocasionar numa regressão no combate à impunidade.

Além de todos esses pontos defendidos pelo Clube Militar, foi acrescentado uma sugestão de "limitação da reeleição para o Poder Legislativo".

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Plano de Bolsonaro

No seu plano de Governo, o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, também entrou nesse tema sobre a prisão após a condenação em segunda instância, conforme divulgado pela Folha de S.Paulo. O capitão disse que pretende enviar ao Congresso uma proposta que, mesmo que os ministros da Corte alterem o entendimento atual sobre esse assunto, seja garantida a antecipação da pena se necessário.

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