O candidato à presidência do PT, Fernando Haddad está cercado em sua campanha de auxiliares que respondem a processos na Justiça, principalmente processos da Lava Jato, maior operação já feita no país para o combate à Corrupção. Segundo reportagem publicada no jornal Folha de São Paulo deste domingo, muitos dos principais apoiadores de Haddad estão com pendências e denúncias e ações que cobram ressarcimento aos cofres públicos.

Para se ter uma ideia, o tesoureiro de Haddad, o vereador Francisco Macena, está respondendo a um processo judicial por um suposto envolvimento em caixa dois em sua campanha realizada no ano de 2012. Principal responsável pela administração dos recursos financeiros da campanha do petista à presidência, Macena foi citado em delações premiadas de delatores da empreiteira UTC na Lava Jato.

Gleisi Hoffmann

A senadora petista Gleisi Hoffmann, eleita pelo estado do Paraná está atualmente no comando do PT e também enfrenta duas denúncias feitas pela Procuradoria-Geral da República.

As acusações contra ela são de organização criminosa juntamente com os dois ex-presidentes petistas, Luiz Inácio Lula da Silva, que já está preso em Curitiba e de Dilma Rousseff (candidata ao senado em Minas Gerais). Segundo a denúncia, Gleisi teria se envolvido em esquema de corrupção fechado com as empreiteiras Odebrecht e JBS.

A outra denúncia a qual Gleisi está envolvida é a de um pagamento de R$ 3 milhões para a campanha eleitoral de 2014 tendo como contrapartida uma ampliação de linhas de créditos do BNDES para projetos da empreiteira em Angola.

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Polícia Corrupção

Coordenador de Campanha de Haddad também responde processo na justiça

José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da principal estatal brasileira, a Petrobras, também está apoiando Fernando Haddad em sua eleição à presidência. Ele é denunciado por duas ações judiciais de improbidade administrativa nas quais são apurados crimes de danos aos cofres públicos em decorrência de sua administração à frente da Petrobras.

Em 2017, Gabrielli, juntamente com Nestor Cerveró foram condenados pelo Tribunal de Contas a devolver aos cofres públicos cerca de 79 milhões de dólares, aproximadamente 320 milhões de reais, além de multa. A indenização seria pelos desvios de recursos da refinaria da Petrobras situada em Pasadena, nos Estados Unidos.

Além dos citados acima, outros nomes fortes da campanha de Haddad estão envolvidos em processos de corrupção, como Paulo Okamoto, investigado em um inquérito na Lava Jato em acusações de ilegalidades no pagamento de palestras na empresa de Lula, logo após sua saída da presidência.

Gilberto Carvalho, coordenador de campanha, também é réu em um processo de corrupção passiva e o ex-ministro Ricardo Berzoini, que também integra a campanha do petista e responde a um processo denominado “quadrilhão do PT”, que investiga casos de desvios financeiros na gestão Lula.

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