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O procurador da República e coordenador da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, afirmou nesta quarta-feira (19), que a entrada da ministra Cármen Lúcia na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), poderá dar uma nova sobrevida à Lava Jato. Ela entrou no lugar de Dias Toffoli, que foi para a presidência da Corte. Segundo Dallagnol, é esperado que ela tome decisões mais firmes e alinhadas ao objetivo da operação, de combate aos casos de corrupção. Para o coordenador da força-tarefa de Curitiba, as decisões recentes da Segunda Turma, de soltar investigados, são um retrocesso no combate ao crime.

Em visita à sede do Ministério Público Federal na Bahia (MPF-BA), Deltan Dallagnol disse que a expectativa com Cármen Lúcia é muito grande.

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Ela poderia impedir que Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski consigam vencer nas decisões pela liberdade dos investigados da Lava Jato. Junto com Toffoli, eles tinha vantagem em cima de Edson Fachin e Celso de Mello. A ministra poderá acabar com isso, já que possui algumas decisões voltadas a fortalecer as investigações da operação.

Decisões contra Moro

Um outro ponto criticado pelo procurador são as diversas decisões que retiram de Sérgio Moro investigações primordiais que envolvem corrupção na Petrobras. Por exemplo, na semana passada, Toffoli, um pouco antes de assumir o comando da Corte, retirou do magistrado responsável pela Lava Jato as investigações sobre o ex-ministro Guido Mantega e os marqueteiros da campanha de Dilma Rousseff, João Santana e Mônica Moura.

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Eles estão envolvidos em suposto crime de corrupção. Entretanto, Toffoli enviou o caso deles para a Justiça Eleitoral. Moro chegou a rebater, afirmando que o caso deles não é um simples crime eleitoral, mas sim uma devastação nos cofres da Petrobras.

Dallagnol também comentou que várias decisões da Segunda Turma foram criticadas por Moro, pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) e pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) e, mesmo assim, o STF não se importou com isso e manteve o seu entendimento.

Protestos

Alguns defensores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram até o local da palestra de Dallagnol e fizeram manifestações. Eles repudiaram a presença do coordenador. Segundo informou o Estadão, foram 15 pessoas que fizeram parte desse protesto.

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Dallagnol preferiu não rebater o protesto e também evitou de falar sobre a inelegibilidade de Lula.