Após ser considerado inelegível por se enquadrar na Lei Ficha Limpa, Luiz Inácio Lula da Silva instruiu sua defesa a continuar recorrendo a decisão do TSE. O ex-presidente foi condenado a 12 anos e 1 mês de prisão em regime aberto pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, apesar de negar as acusações. Lula foi condenado em segunda instância graças ao caso do triplex do Guarujá. Segundo Luiz Fernando Pereira, advogado do ex-presidente, a ordem de recorrer à ação do TSE partiu diretamente de Lula.

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Os embargos de declaração deverão ser entregues até esta terça-feira (4) para que sejam aceitos na ação.

A defesa do petista pretende alegar que há tema constitucional a partir da declaração emitida pelo Conselho da ONU com recomendações para que a candidatura de Lula não fosse negada. Segundo o Conselho, o ex-presidente deve ter permissão para concorrer ao páreo até que todas os seus recursos contra a condenação sejam esgotados. Quem também defende a participação de Lula é Edson Fachin. Segundo o ministro, a decisão do Conselho da ONU não deve ser ignorada.

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Lula

A situação de Haddad

Após fazer campanha em Caeté, cidade natal de Lula em Pernambuco, Fernando Haddad se deslocou às pressas para Curitiba para conversar com o ex-sindicalista sobre a atual situação de suas candidaturas. Lula teria admitido sua substituição pelo ex-prefeito de São Paulo após sua candidatura ser negada. Isso acabou por irritar alguns membros da cúpula petista que defendem Lula como carro-chefe da campanha até o fim. Segundo o advogado Luiz Fernando Casagrande Pereira, se a substituição de candidatos não for feita até o dia 11 de setembro, próxima terça-feira, o PT será impedido de ser representado por qualquer candidato pelo cargo de presidente da república.

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Uma preocupação dos aliados do partido é que o apoio do povo se disperse antes que um nome oficial seja divulgado. Apesar disso, o ex-sindicalista insiste para que seus advogados recorram pelo tempo que for necessário. A defesa de Lula deve recorrer ao STF pela inclusão do ex-presidente no páreo. A partir disso, o pedido deve ser encaminhado para o TSE, onde deve ser protocolado antes de passar por um exame de admissibilidade.

Haddad atua como vice-presidente de Lula na chapa promovida pelo PT.

Ambos estão sendo apoiados por Manuela D'Ávilla, que abriu mão da candidatura para ser vice de Haddad, caso o ex-presidente seja impedido de concorrer à presidência.

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