Considerado por milhões de pessoas como um dos mais populares nomes das Eleições 2018, marcadas para acontecer no próximo dia 07 de outubro, o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro [VIDEO], atualmente com 63 anos de idade, tornou-se um dos assuntos mais comentados nesses últimos dias por conta de uma fatalidade.

Bolsonaro [VIDEO], que sempre demonstrou contar com grande apoio popular, cruzava estados e caminhava por diversas ruas do país a fim de fazer sua campanha corpo a corpo, quando de forma totalmente inesperada, fora atacado no dia 06 deste mês em uma tradicional rua na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais.

O ataque contra o candidato à Presidência da República teve como executor Adélio Bispo de Oliveira, de 40 anos de idade, que durante a caminhada do político pela rua, aproximou-se do mesmo e desferiu um golpe de faca, atingindo-o na região abdominal.

Ao tentar fugir, Adélio foi contido por pessoas que se encontravam próximo ao candidato e imediatamente entregue aos cuidados de agentes da Polícia Militar que se encontravam no local. Encaminhado para a delegacia, Adélio foi ouvido e desde então segue detido aguardando julgamento.

Entrevista de custódia de Adélio Bispo de Oliveira é divulgada

Ouvido e indagado sobre o que de fato aconteceu e motivou sua ação contra o candidato Jair Bolsonaro enquanto o mesmo visitava a cidade mineira de Juiz de Fora, o desempregado Adélio Bispo de Oliveira tratou o ocorrido como sendo um "incidente", motivado por uma série de discordâncias entre o mesmo e o político filiado ao PSL (Partido Social Liberal).

Revelando que as discordâncias eram de âmbito religioso e político, Adélio acrescentou que o incidente seria uma forma de dar uma resposta, um susto em Bolsonaro, que segundo ele, se eleito, cumprirá tudo o que promete fazer.

A respeito de como teria sido sua abordagem após o atentado, Adélio declarou que mesmo após ter sido dominado pelos policiais, o mesmo recebeu dezenas de socos e pontapés dos populares, comparando o acontecido com uma sessão de espancamento.

Sobre a ação policial, Adélio revelou que os mesmos foram bastante rudes e até mesmo ameaçadores. Segundo ele, um dos policiais presentes na operação disparou um soco sobre rosto enquanto ele entrava no camburão.

Sobre sua cela na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS), o agressor revelou que está instalado em uma cela com outros seis detentos, em um espaço projetado para receber apenas duas pessoas. A respeito dos companheiros de cela, Adélio revelou não ter do que reclamar, em compensação sobre os demais presos e funcionários da penitenciária, o acusado declarou ouvir palavras de baixo calão e provocações.

Em dado momento da entrevista de custódia, Adélio revelou já ter feiro uso de diversos remédios controlados, porém no dia do atentado contra Bolsonaro, o mesmo já não fazia uso de nenhum tipo de medicação.