A chefe do Ministério Público Federal, Raquel Dodge, questionou a competência do ministro do Supremo Tribunal Federal, gilmar mendes, no caso do ex-governador do Paraná, Beto Richa. Dodge pediu a cassação do habeas corpus concedido por Gilmar em prol de Richa e analisou a forma como o ministro julgou o pedido do tucano.

O ex-governador foi pego pela Polícia Federal no âmbito das investigações da Operação Radiopatrulha.

A Polícia evidenciou desvios na manutenção de estradas rurais. No entanto, Gilmar Mendes concedeu o pedido da defesa nesta última sexta-feira, 14 de setembro, acolhendo o habeas corpus. Um fato que chama atenção é que Mendes compactuou com o habeas corpus no mesmo dia em que a Justiça do Paraná decretou prisão preventiva ao acusado. Até então, Beto Richa estava em prisão temporária.

Defesa procurou Gilmar Mendes

O pedido de habeas corpus partiu diretamente para Mendes.

A defesa do acusado pediu a liberdade por meio de petição, em que Mendes proibiu a condução coercitiva de qualquer acusado. A petição é a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental de número 444 (ADPF 444).

Dodge avalia

A procuradora-Geral da República avaliou que os advogados adotaram um "meio exótico" para conseguir a liberdade do cliente. Com isso, justificou que os argumentos da defesa de Richa não estariam afrontando a decisão na ADPF 444.

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Dodge disse que o caso não é válido, pois o plenário do STF declarou inconstitucionalidade da condução coercitiva de investigados, no entanto, não a sua prisão temporária. Sendo assim, Beto Richa deveria permanecer preso.

Para finalizar, Dodge enfatizou que Mendes estariam agindo como o "revidor direto e universal de todas as prisões temporárias do país".

Ex-governador solto

Beto Richa foi solto neste último sábado, 15 de setembro.

A PGR e o Ministério Público do Paraná condenaram a decisão de Mendes e pedem que seja revisada pelo ministro do Supremo. O MP afirmou que caso Mendes não faça uma retratação, o recurso deverá ser anulado e ir ao plenário da Corte.

Chefe de uma organização criminosa

Assim foi apontado o ex-governador do Paraná. Beto Richa é acusado de fraudar uma licitação de mais de R$ 70 milhões referentes a manutenção de estradas rurais, em 2011.

Investigações apontaram que o esquema criminoso funcionava com aluguel de máquinas a partir da iniciativa privada.

Além do ex-governador, sua mulher, Fernanda Richa, também foi apontada por crime de lavagem de dinheiro.

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