O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, teve uma conversa séria com o o ex-prefeito de São Paulo e candidato à Presidência da República pelo PT, Fernando Haddad. Em visita de Haddad a Lula, na segunda-feira (24), o condenado revelou que está muito preocupado com a consolidação dos votos em Jair Bolsonaro nas regiões periféricas das grandes cidades.

Lula passou para ele o recado de que se deve aumentar os atos de campanhas nesses locais, a fim de interromper o crescimento do candidato do PSL.

De acordo com as informações da Folha de S.Paulo, Lula e membros do PT teriam avaliado que Haddad deve se concentrar em criticar Bolsonaro na parte econômica e deixar que Geraldo Alckmin e a campanha #EleNão fiquem encarregados de denegrir a imagem do capitão.

Recentemente, o candidato do PSDB mirou vários ataques a Bolsonaro e criou até um certo receio em alguns dos seus eleitores que não concordam que os ataques sejam feitos só contra Bolsonaro e deixado o PT de lado.

Bilhete de Lula

Lula foi condenado pela Operação Lava Jato no caso do triplex de Guarujá e cumpre uma pena de 12 anos e 1 mês de prisão. Ele sempre manda cartas aos seus aliados e militantes dando uma mensagem ou exigindo alguma coisa.

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Jair Bolsonaro Lula

Nesta terça-feira (25), em um novo bilhete, Lula lamentou que a Justiça tivesse impedido ele de ser candidato, mas ressaltou que Fernando Haddad está o representando. Lula disse que confia nele e quer ver o Brasil ser feliz de novo.

Algumas pessoas contrárias ao PT tiraram sarro do bilhete de Lula, após ele escrever Haddad com um "D" a menos. Vários internautas ironizaram a grafia errada do líder do PT.

Não é só Lula que tem errado o nome de seu candidato. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) também declarou apoio a Geraldo Alckmin e escreveu o nome dele da seguinte forma no Twitter: "Alkmin", ou seja, sem o "C". Alguns internautas indagaram o erro de FHC e ele rebateu dizendo que o importante era o conteúdo da escrita.

Bolsonaro x Haddad

Os candidatos Jair Bolsonaro e Fernando Haddad são os que mais têm chances de chegar ao segundo turno diante das pesquisas realizadas.

Muita gente vê esse cenário como uma polarização entre os que defendem o PT e os que são totalmente contra o partido.

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, chegou a dizer numa entrevista à Folha que essa polarização se deve ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, foi a partir daquele momento que as disputas eleitorais se tornaram mais fortes e polarizadas.

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