Na segunda-feira (24), o programa jornalístico "Pingos nos Is", veiculado pela rede de rádio Jovem Pan, obteve com exclusividade a primeira entrevista presencial concedida por Jair Messias Bolsonaro, candidato à presidência da república pelo Partido Social Liberal (PSL). Durante a conversa que durou quase 26 minutos, o presidenciável contou ao jornalista Augusto Nunes sobre o que sentiu e pensou quando sofreu o atentado em Juiz de Fora (MG), falou sobre as investigações policiais acerca do caso e deu algumas explicações sobre como pretende governar o Brasil caso seja eleito.

A entrevista foi registrada em vídeo no quarto que Bolsonaro ocupa no Hospital Israelita Albert Einstein, e em poucas horas após sua publicação no YouTube já havia ultrapassado a marca de um milhão de visualizações.

O atentado

Augusto Nunes iniciou o bate-papo lembrado que o atentado sofrido pelo seu entrevistado – que conta com grandes chances de vencer a eleição – era algo "sem precedentes na história brasileira", e perguntou a Bolsonaro quais eram as considerações dele a respeito do incidente.

O candidato respondeu que "não havia a menor dúvida" de que aquela foi uma ação de cunho político, de modo que ele fosse "tirado de combate" – uma referência à corrida presidencial. O presidenciável acrescentou que o seu agressor, Adélio Bispo de Oliveira, agiu "para matar" e sabia o que estava fazendo, pois quando introduziu a faca em seu estômago, girou-a para que o dano causado fosse o maior possível.

Bolsonaro relembrou que, de início, achou que havia apenas levado um soco ou uma pedrada, pois não saiu sangue do local perfurado.

No entanto, como a dor "insuportável" não passava, ele percebeu que havia algo mais sério, e quando se deu conta da gravidade situação, a primeira pessoa na qual pensou foi em sua filha Laura, de sete anos de idade.

Investigações

Sobre as investigações, Jair Bolsonaro revelou ter ouvido que o trabalho conduzido pela Polícia Civil de Juiz de Fora está "bem mais avançado" do que a da Polícia Federal – e classificou a condução do caso por parte do delegado desta última instituição como uma operação para "abafar" a história do atentado.

Além disso, o presidenciável falou sobre a suposta passagem de Adélio pela Câmara dos Deputados ocorrida no mesmo dia do ataque, e para ele, o registro do nome do agressor no sistema de cadastros do prédio situado em Brasília poderia representar a criação de um álibi falso para inocentar o réu confesso – caso o infrator conseguisse fugir da cena do crime.

Eleições presidenciais, economia e intolerância

Bolsonaro também falou sobre as Eleições, e afirmou que pode até não ser o candidato ideal, mas ressaltou que, tendo em vista todos os seus concorrentes, "não há outro remédio" para o Brasil.

Se eleito, o presidenciável afirmou que não fará indicações políticas para cargos de chefia em empresas estatais – aliás, ele enfatizou que haverá uma análise muito criteriosa para efetuar privatizações, e que algumas instituições, tais como a Caixa Econômica Federal, estão absolutamente fora deste processo.

O candidato disse ainda que a polarização ou o acirramento de ânimos no qual o país se encontra hoje em relação à política se deve à pregação da chamada "luta de classes" promovida pelo Partido dos Trabalhadores, e que quanto melhor for a educação nacional, menor será a intolerância existente.

Por fim, Bolsonaro agradeceu as orações e o apoio que tem recebido, e elencou mais algumas de suas propostas para o futuro do país.

Assista à entrevista na íntegra:

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