O PCdoB divergiu da estratégia do seu principal aliado (PT) de insistir na candidatura do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. O partido acredita que outro nome deve se candidatar representando o Partido dos Trabalhadores.

A não concordância do PCdoB com a estratégia do partido foi percebida na reunião do conselho político, ocorrida na tarde de ontem (3). Mas além do PCdoB, dirigente do PT também se mostram contrários à insistência do partido.

Os dirigentes do PCdoB afirmaram que o partido não pode ficar limitado à defesa de Lula na Justiça. Além disso, eles cobraram uma resposta rápida, pois a corrida presidencial já começou. Manuela d'Ávila (PCdoB) , candidata a ser vice na eventual chapa de Haddad (PT), cobra uma mudança agora.

Os líderes do PT e do PCdoB concordam em um ponto: Eles sabem que o movimento tem que ser feito às pressas, pois a corrida presidencial já está acontecendo.

Além disso, existe o objetivo de convencer os eleitores de Lula que Haddad é a voz dele e tornar Haddad bem conhecido pelo país.

A base aliada dos dois partidos também pressiona para que a mudança seja rápida e que Haddad se torne cabeça de chapa. No meio jurídico, os advogados afirmam que o momento é de extrema fragilidade no STF (para julgar uma liminar pedida pela defesa). Um dos cenários previstos é que Lula renuncie sua candidatura, pois se não fizer, a chapa inteira corre o risco de ser eliminada das Eleições, caso o Supremo assim entenda.

O PCdoB diverge da estratégia do PT e cobra o quanto antes uma mudança. Mas enquanto isso não acontece, o PT também não dá nenhum sinal de mudança.

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Ciro Gomes cresce nas pesquisas

O presidenciável Ciro Gomes, do PDT, pode ir para o segundo turno contra Jair Bolsonaro. Esse é o cenário sem Lula. A pesquisa foi feita pelo BTG Pactual e o resultado mostra Jair Bolsonaro com 26% das intenções de voto, enquanto Ciro Gomes tem 12%. Marina Silva aparece em terceiro, com 11%.

Lula aparecia com 37%, liderando a pesquisa e também à frente de Bolsonaro. Numa eleição sem Lula, Bolsonaro assume a liderança.

Lula teve sua candidatura negada pelo TSE com base na Lei da Ficha Limpa. Agora o Partido dos Trabalhadores tem que colocar um nove nome para disputar a chapa presidencial. O prazo que o TSE deu para a substituição dos nomes foi de dez dias.

A herança de Lula se divide em três candidatos: Marina, Haddad e Ciro Gomes. Ou seja, muitos eleitores migram para o PDT, Rede ou até mesmo para os candidatos Alckmin e Bolsonaro.

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