O pedido de registro de candidatura de Fernando Haddad foi aceito e oficializado no início da noite desta terça-feira (11) pelo TSE. Agora, resta aguardar o edital, que deverá ser publicado na quarta-feira (12). Com a negação do pedido de registro do ex-presidente Lula, o principal nome a disputar a presidência pelo Partido dos Trabalhadores será Fernando Haddad.

O nome de Manuela d'Ávila (PCdoB) também já foi enviado. Na ocasião, ela entrará como vice de Fernando Haddad na chapa.

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Maria Cláudia Bucchianeri, advogada do PT, disse que o registro de Haddad é o único da coligação. Ela ainda ressaltou que a partir da aceitação do registro da candidatura de Haddad, não haverá mais chance de Lula concorrer. "Não existe mais a candidatura de Lula", disse a advogada.

O PT ainda tentou adiar a prorrogação da apresentação do substituto de Lula. Além disso, tentou suspender a decisão do TSE, que negou o registro da candidatura de Lula.

No entanto, o STF também rejeitou os pedidos feito pelo PT. O relator do caso, o ministro Celso de Mello, negou os pedidos.

Segundo a advogada Bucchianeri, conforme o combinado, às 18 horas Fernando Haddad renunciaria a sua candidatura à vice e logo em seguida registraria sua candidatura a Presidência da República. O relator do pedido de registro deve ser o ministro Luís Roberto Barroso. Barroso inclusive já aprovou a coligação do PT/PCdoB/PROS.

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Pronunciamento de Fernando Haddad

Já no primeiro pronunciamento como candidato à presidência pelo PT, Haddad lembrou a "era Lula" e também atacou as elites. A cúpula do PT convocou um ato de toda a militância da esquerda para enaltecer Fernando Haddad. O encontro aconteceu frente à Superintendência da Polícia Federal de Curitiba, local onde Lula está preso.

Em discurso, Haddad citou vários programas sociais feitos pelo governo de Lula e atacou opositores.

"Será que incomodou um homem fazer em 8 anos o que não fizeram em 500?", disse. Em outro momento, ele disse que o que a elite fez "foi desestabilizar o país desde a cassação de Dilma Rousseff". Dilma estava em Curitiba, participando também do ato. Com ela estavam Gleisi Hoffmann (senadora e presidente do PT), Lindeberg Farias (RJ), entre outros.

Haddad também chamou a militância para sair às ruas todo dia até as Eleições. Ele também citou a comemoração do "Dia da Democracia", comemorada no dia 28 de outubro.

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Fernando Haddad terminou o ato aos gritos de "Lula Livre".

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