A senadora e presidente do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann, foi barrada na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, nesta segunda-feira (03), ao tentar vistar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que cumpre pena de 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Ela usou a carteirinha da OAB para entrar como se fosse advogada de Lula. Os agentes federais perceberam a tentativa e evitaram que ela entrasse na cela de Lula.

Na quinta-feira (30), a juíza Carolina Moura Lebbos, responsável pelo cárcere do ex-presidente, decidiu que Gleisi Hoffmann e Emídio de Souza, tesoureiro do PT, não podem atuar como advogados do petista. A intenção deles seria conseguir livre acesso até o condenado. A juíza atendeu uma reivindicação do Ministério Público Federal (MPF) e reiterou que a lei impede que parlamentares atuem contra advogados em casos que envolvam sociedades de economia mista, como no caso, a Petrobras.

A magistrada do Paraná ressaltou que ela pode visitar o ex-presidente desde que siga as regras de visitas sociais.

Na porta do prédio da Superintendência da PF, Gleisi bateu o pé e insistiu que queria entrar. Ela estava ignorando a decisão da juíza e pressionou os agentes para liberarem a sua entrada. Ela não conseguiu ver o presidiário e viu entrar apenas Fernando Haddad, que se valeu de sua carteira da OAB, e outros advogados do ex-presidente.

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Lista dos advogados

Com a decisão sacramentada da juíza, Gleisi e Emídio só poderão visitar o ex-presidente nas tardes de quinta-feira, dia em que ele recebe os amigos.

Fernando Haddad, que pode substituir Lula na corrida pelo Planalto, já teve o seu acesso livre como advogado. Além dele, o deputado petista Wadih Damous, do Rio de Janeiro, também tem acesso à cela de Lula como advogado, graças a um recurso em que foi beneficiado.

Inelegibilidade

O ex-presidente Lula está inelegível conforme decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mediante aplicação da Lei da Ficha Limpa. Entretanto, o PT tenta ainda reverter a situação no Supremo Tribunal Federal (STF). Os advogados do petista pretendem também peticionar dois recursos na Corte: um eleitoral e outro criminal. A estratégia do partido é evitar que em 10 dias tenha que trocar o nome de Lula por um outro candidato.

A ONU também está sendo acionada pelos advogados de Lula. Eles querem que ela se manifeste sobre a decisão das autoridades eleitorais brasileiras em não atender uma determinação do órgão internacional.

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