Grupo de rede social é hackeado

O grupo Mulheres Unidas Contra Bolsonaro, foi criado em 30 e agosto de 2018 e já contava com mais de 2.481.000 participantes na data de 14 de setembro, quando foi hackeado pela segunda vez. Segundo a moderação da página, os ataques vinham acontecendo desde as 14 horas do mesmo dia.

O grupo que era composto unicamente por mulheres foi invadido por alguns homens que se apresentaram em posts como eleitores de Jair Bolsonaro, excluíram as moderadoras, trocaram o nome do grupo e a foto de capa deixando na nova foto as assinaturas 'Eduardo Shinok' e 'Felipe Shinok'.

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Algumas das moderadoras tiveram suas identidades e dados pessoais expostos, além de sofrerem ameaças para que parassem de se posicionar contra o candidato do PSL, Bolsonaro.

Mulheres de diferentes posições políticas estavam reunidas nesse grupo para demonstrar sua indignação com o cenário de ódio e preconceito que surgiu a partir de discursos do candidato e de seus eleitores.

Entre as regras originais do grupo estavam a proibição de discursos de ódio e de exposição das participantes.

Já a descrição do grupo informava que a página era sobre mulheres que se uniram contra diversas formas de preconceito, além de buscar garantir os direitos adquiridos pela luta das mulheres ao longo dos anos.

Após o grupo ser hackeado as mulheres mostraram sua indignação com a falta de respeito dos eleitores de Jair Bolsonaro, que fazem postagens constantes para fazer as participantes acreditarem que estão em um grupo de apoio ao candidato.

De qualquer forma, após o ataque por hackers a mobilização continuou e o grupo se mostrou unido tentando alertar as participantes que ainda não sabiam do ocorrido.

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De volta ao normal

O Facebook tirou o grupo do ar para analisar a ocorrencia e a página poder ser devolvida para as moderadoras. Por volta das 14 horas de domingo o grupo voltou ao normal. Segundo integrantes a moderação ainda está fazendo uma verificação detalhada no grupo para excluir pessoas que só tenham entrado com o intuito de causar confusão.Em nota a administração disse: "Agradecemos o companheirismo de vocês, MULHERES, e o comprometimento do FACEBOOK, pois a plataforma está oferecendo todo suporte possível desde o primeiro ataque, o que nos possibilitou a recuperação do grupo Mulheres Unidas Contra Bolsonaro.

Estamos limpando nossa casa, e assim faremos quantas vezes forem necessárias. Estamos retirando todos que pensam que é através do uso da força que se ganha voto. Vivemos em uma democracia (constantemente ameaçada), e não iremos recuar."

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