A juíza federal Gabriela Hardt, que está provisoriamente no lugar da magistrada Carolina Moura Lebbos, disse, nesta segunda-feira (3), que não vislumbra o pedido de urgência da senadora e presidente do PT, Gleisi Hoffmann, para ver o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como advogada.

Na semana passada, em uma decisão proferida pela juíza Carolina, Gleisi ficou proibida de usar a sua carteirinha da OAB para visitar o ex-presidente.

Ela recorreu e pediu uma revisão dessa decisão.

De acordo com a magistrada, não há motivos de urgência no pedido da parlamentar. Ela pediu também para que o Ministério Público Federal (MPF) se pronuncie sobre esse pedido de Gleisi.

Vale ressaltar que foram os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato que solicitaram que a Justiça impedisse Gleisi de advogar para Lula. Segundo os procuradores, por lei, não é correto ela representar o presidiário, e ressaltaram que a cela de Lula estava virando um palanque político, o que seria algo totalmente proibido.

Segundo comentado em petição pela juíza Carolina, Gleisi só poderia atuar para Lula dentro de um cenário político, não como advogada em processo penal.

Visitas a Lula

O ex-presidente Lula foi preso no dia 7 de abril, condenado pela segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex, no Guarujá. Ele está cumprindo pena de 12 anos e 1 mês em regime fechado. A senadora e outros petistas passaram a ter o direito de visitar o presidiário junto com sua família.

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Lava Jato Lula

Entretanto, alguns integrantes do PT conseguiram por intermédio de suas carteiras da OAB a possibilidades de visitar Lula mais vezes na semana, atuando como advogados do petista.

O MPF percebeu que a intenção de alguns petistas era mais um exercício de atividade política do que defesa nos autos judiciais da ação penal. De acordo com o MPF, os advogados não podem configurar suas visitas com fins políticos, pois estariam contrariando as regras do local.

Barrada pela PF

Nesta segunda , Gleisi Hoffmann acabou sendo barrada na carceragem da Polícia federal (PF), após tentar visitar o condenado. Os agentes federais não autorizam a sua entrada, pois ela não configura como advogada do petista. Ela ainda tentou reclamar, mas mesmo assim não foi permitida a sua entrada.

Gleisi estava junto com o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e outros advogados.

Eles conseguiram entrar, mas ela teve que ficar do lado de fora.

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