O reajuste dos salários dos servidores públicos federais foi reprogramado para o ano de 2020 através da Medida Provisória (MP) 849. O reajuste estava previsto para o ano que vem. O Diário Oficial da União (DOU) publicou neste sábado, dia primeiro, e provocou a reação dos servidores.

A decisão ainda foi comunicada na sexta-feira (31/08), pelo ministro da Fazenda, Eduardo Guardia. Ele estava apresentando o Projeto de Lei Orçamentária (para 2019).

Os setores afetados foram muitos, entre eles o de carreiras tributárias e aduaneiras, diplomata, juízes, comissão de valores mobiliários, perito-médico da Previdência, Banco Central, médicos, policiais federais, policiais rodoviários, agentes do SUSEP e do SUFRAMA, gestão governamental, entre outros.

Os cargos de confiança e cargos comissionados, do Poder Executivo, também foram afetados. Portanto, o reajuste também será congelado.

O aumento de gasto com o funcionamento público não está acompanhando o crescimento do país, disse o ministro da Fazenda. No entanto, o ministro disse que o reajuste está previsto, mas ainda será votado no Congresso Nacional.

O ministro também completou que o reajuste dará flexibilidade para o próximo Governo, pois terá em caixa cerca de 4,7 bilhões de reais. Assim, o próximo governo poderá analisar o que gastar com as despesas e investimentos. O total era de 6,6 bilhões de reais, mas, como não foi regulamento a tempo, o governo perdeu o prazo e o valor caiu para 4,7 bilhões.

Crise no Setor

Os servidores públicos já ameaçam ter uma reação contra o governo, pois o anúncio repercutiu negativamente contra as instituições representantes do setor.

O Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas do Estado (Fonacate), publicou em nota que "todo o setor tem sido pego de surpresa". O presidente da entidade, Rudinei Marques, completou: "Se houverem mais medidas arbitrárias, só nos restará trabalhar contra".

Outros órgãos ainda não se pronunciaram a respeito. A Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público Federal devem publicar nota nesta segunda-feira (3). Os participantes dessas organizações já debatem "possíveis atos públicos contra e paralisações nos setores" para tentar um recuo do governo.

O Brasil viu seu PIB recuar a 0,2% nas previsões e vê investidores com receio de investir no país devido às incertezas políticas no país e o dólar ir aos R$ 4,11.