Segundo informou o jornal O Globo, militares não estão gostando de ver as declarações do general da reserva e vice da chapa de Jair Bolsonaro, Antonio Hamilton Mourão. Nesta terça-feira (18), ele chegou a ser repreendido pela polêmica que tem causado em seus discursos. Para os generais que participam da campanha de Bolsonaro, Mourão deveria se controlar mais e evitar tipos de brincadeiras e posições que podem comprometer a candidatura do deputado à Presidência.

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Com o atentado sofrido, Bolsonaro está internado no Hospital Albert Einstein e não tem feito campanha. Diante disso, seu vice acabou tomando as rédeas e aparecendo bastante no lugar do candidato. Aos poucos, Mourão foi ganhando protagonismo e dando as suas declarações. Ele mesmo tentou uma autorização do deputado para poder participar dos debates eleitorais em seu lugar, o que foi impedido pelo capitão.

Grupos que apoiam a candidatura de Bolsonaro alertaram que as declarações de Mourão podem estar tendo um lado negativo para o candidato do PSL.

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Jair Bolsonaro Eleições

Em uma palestra em São Paulo para integrantes do Secovi, sindicato do mercado imobiliário, o general da reserva chamou de "mulambada" os parceiros políticos do Brasil no Hemisfério Sul, que tiveram ligações fortes no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Declaração sobre mãe e avós

Em uma outra declaração polêmica, o general Mourão citou que as famílias onde as mães e avós criam os filhos, sem a presença dos pais e avôs, geralmente em regiões carentes, são propícias para que traficantes consigam se infiltrar na mente desses jovens.

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Ele chegou a falar que essas famílias criam uma "fábrica de desajustados" que ingressam nessas narco-quadrilhas.

Generais repudiaram as palavras ditas por Mourão e ligaram para ele afirmando que a palavra "mulambada" foi desnecessária. O vice chegou a retrucar dizendo que hoje não se pode mais falar nada que é mal interpretado.

Um militar próximo a Mourão disse que essas brincadeiras dele não levam a nada e podem acabar prejudicando a campanha de Bolsonaro.

Generais aliados têm convicções de que o deputado estará no segundo turno, mas mesmo assim, não se pode achar que o jogo está ganho. Para eles, deve se manter o "equilíbrio".

Mais críticas

Um outro aliado de Mourão disse que ele deveria trazer uma solução para algumas críticas que tem feito e não só questionar. Se ele tem um diagnóstico sobre os problemas de uma família carente não ter o pai ou o avô, ele deveria pelo menos dar uma solução, declarou um militar.

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