Na noite desta terça-feira (04) o ex-prefeito da cidade de São Paulo, Fernando Haddad, provável substituto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva [VIDEO] na corrida presidencial desse ano ,foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo. As acusações que versam contra Haddad são as de Corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Segundo o responsável pelas denúncias, o promotor Marcelo Mendroni, o ex-prefeito de São Paulo recebeu aproximadamente R$ 2,6 milhões em recursos ilegais da empreiteira UTC. O intuito dos pagamentos era o de financiar a campanha do petista em sua campanha feita em 2012 à prefeitura de São Paulo.

As informações foram divulgadas no jornal “O Estado de São Paulo”.

A base de investigação e o conteúdo das acusações foram retiradas dos depoimentos de delação premiada de Ricardo Pessoa e de Walmir Pinheiro, colaboradores da UTC e de Alberto Yousseff, doleiro, investigado e condenado na Operação Lava Jato.

Promotoria já havia impugnado ação civil de improbidade contra Haddad

A Promotoria de Patrimônio Público de São Paulo já havia impugnado no último dia 28 de agosto uma ação civil de improbidade contra o ex-prefeito Fernando Haddad. Além das acusações descritas nessa matéria, Haddad também está respondendo por suposta prática de crime de caixa dois junto a Justiça Eleitoral.

De acordo com informações veiculadas no jornal Folha de São Paulo, os recursos financeiros para sanar as dívidas de campanha de Haddad foram intermediados pelo então tesoureiro do PT em 2013, João Vaccari Neto, que na ocasião, se reuniu com Ricardo Pessoa e pediu R$ 3 milhões para a campanha do petista, no entanto, após negociações, o valor pago chegou a R$ 2,6 milhões.

O dinheiro de caixa dois teria sido pago através de um esquema fraudulento que envolvia a prática de lavagem de dinheiro em gráficas controladas pele ex-deputado estadual Francisco Carlos de Souza, popularmente conhecido como Chicão.

Assessoria de Haddad se diz surpresa com denúncias

Por meio de nota, a assessoria de Fernando Haddad [VIDEO]afirmou que a notícia da denúncia de corrupção na campanha de 2012 surpreende a cúpula petista, já que as informações só vieram à tona agora, em pleno período eleitoral. Segundo a assessoria, as ações judiciais são sem fundamento e que as informações baseadas em depoimentos de delações premiadas são de acordos com interesses de quem dá as informações, no caso, do interesse do empresário Ricardo Pessoa da UTC.

Também por meio de nota, o advogado de João Vaccari Neto disse que seu cliente jamais foi tesoureiro de campanha ou de qualquer partido político.