O ministro Luís Roberto Barroso, membro integrante da mais alta instância do Judiciário brasileiro, o Supremo Tribunal Federal (STF), manifestou-se a respeito do papel da Suprema Corte no combate à Corrupção no país. Em uma crítica dirigida a colegas do Tribunal, Barroso afirmou ao jornal Folha de S.Paulo, que "no Supremo Tribunal Federal haveria gabinete distribuindo senha para a soltura de corrupto", em alusão a um suposto papel desempenhado por outros ministros integrantes, em relação ao acobertamento de casos relacionados à corrupção.

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Entretanto, Luís Roberto Barroso foi ainda mais longe em suas críticas, ao apontar que isso se passaria "sem qualquer forma de direito e numa espécie de ação entre amigos". As palavras do magistrado acabaram ocasionando constrangimento na Suprema Corte brasileira, o que proporcionou que o mesmo recebesse um telefonema do recém-empossado presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro José Antônio Dias Toffoli.

Presidente do Supremo se adianta em contatar ministro Barroso

O presidente da Suprema Corte, ministro Dias Toffoli, entrou em contato através de telefone com o ministro Barroso.

Toffoli demonstrou desconforto com as declarações de seu colega de Corte e quis saber mais detalhes das afirmações do ministro concedidas em entrevista à imprensa paulista.

Após a conversa com o presidente do Supremo, o ministro Barroso decidiu divulgar uma nota sobre o ocorrido. De acordo com o magistrado, "o tom excessivamente ácido empregado não corresponderia à sua visão geral do Tribunal, já que existiam posições de caráter divergente, em se tratando das diferentes questões relacionadas e que todas mereceriam respeito e consideração".

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A nota emitida por Luís Roberto Barroso acabou colocando "panos quentes" na situação. Vale ressaltar que o magistrado se referiu em entrevista à jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, de que teria realizado "uma análise severa de toda a extensão e profundidade da corrupção instalada no Brasil e uma crítica direcionada à própria atuação do Supremo Tribunal Federal na respectiva matéria".

Ainda durante a entrevista polêmica, o ministro Barroso havia dito que "quando a Justiça faz o papel de desviar dos amigos do poder, ela acaba legitimando o discurso de que as punições a corruptos se tratariam de uma perseguição".

Recentemente, o ministro José Antônio Dias Toffoli tomou posse como presidente da mais alta instância do Poder Judiciário do país e deverá cumprir um mandato de dois anos a frente da instituição, após a presidência da ministra Cármen Lucia, cujo mandato se encerrou na primeira metade do atual mês de setembro.

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