Nesta sexta-feira (28), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, decidiu suspender a decisão de Ricardo Lewandowski, que concedeu uma liminar autorizando a entrevista do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à colunista da Folha de São Paulo, Mônica Bergamo. Fux derrubou a decisão do seu colega de trabalho e cancelou a entrevista do condenado. O petista está preso na superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex de Guarujá.

A decisão de Fux será analisada pelo plenário da Corte, entretanto, ainda não há dia certo para julgamento, o que pode acontecer apenas após as Eleições desse ano.

De acordo com o despacho de Fux, ele deferiu a liminar concedida por Lewandowski até que a Corte julgue o caso em definitivo. Diante disso, o vice-presidente do STF determinou que Lula está proibido de dar qualquer entrevista aos meios de comunicação.

O ministro também reiterou que, caso alguma entrevista do ex-presidente já tenha sido feita, não poderá ser veiculada em nenhum local. Segundo ele, se a norma não for cumprida, haverá configuração de crime de desobediência.

Decisão de Fux

A decisão do ministro acontece mediante uma reclamação do Partido Novo, que pediu que Lula não fosse autorizado a dar entrevistas antes das eleições, pois a autorização de Lewandowski fere a legitimidade do pleito e afronta o princípio republicano.

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Lula Eleições

O Partido Novo declarou que tal iniciativa não pretende impor qualquer tipo de censura. Ela foi tomada apenas para evitar que qualquer declaração do ex-presidente seja vista como ajuda ao PT. Os dirigentes do partido falaram que Lula tentava participar da disputa até pouco tempo atrás e muita gente pode ainda ter ele na mente como candidato à Presidência da República.

Declaração de Lewandowski

O ministro da Corte, Ricardo Lewandowski, tinha concedido a liminar afirmando que diversos presos já deram entrevistas no país, sem que houvesse qualquer problema.

Em sua decisão, que agora está suspensa por Fux, Lewandowski chegou a citar que o Supremo deve corrigir os rumos por onde vai e essa seria uma oportunidade para isso.

O advogado da Folha de São Paulo, Luis Francisco Carvalho Pinto, criticou a decisão de Fux considerando um grave ato de censura desde o regime militar. Segundo ele, é um tipo de "bofetada" na democracia brasileira e o ministro mostrou na suspensão da liminar um tipo de "visão mesquinha da liberdade de expressão".

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