O juiz federal Sérgio Moro determinou, nesta sexta-feira (14), que fossem feitas as alegações finais do processo em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é acusado de envolvimento em contratos fraudulentos da Petrobras com a empreiteira Odebrecht. Moro estipulou vários prazos e dessa forma, pode, no mês de novembro, já proferir a próxima sentença do petista.

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), houve desvios de R$ 75 milhões em oito contratos da Petrobras com a Odebrecht.

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Em troca de não atrapalhar as atitudes ilícitas, Lula teria se beneficiado com um terreno onde seria construído a sede do instituto que levaria seu nome e um apartamento em São Bernardo do Campo, vizinho do seu.

Além de Lula, estão também envolvidos nessa ação penal, o ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, o ex-ministro Antonio Palocci, o advogado Roberto Teixeira e o engenheiro Glaucos da Costamarques.

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Esquema grandioso de corrupção

A força-tarefa da Lava Jato acusa o petista de participar de um esquema grandioso de Corrupção envolvendo milhões. Conforme a denúncia, a oferta do terreno para Lula teria sido feito por Marcelo Odebrecht em gratidão pelo petista ter mantido os executivos Renato Duque e Paulo Roberto Costa nas diretorias da Petrobras. Eles seriam uma ponte para que todas as ações corruptas tivessem êxito.

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Lava Jato Sergio Moro

Conforme as informações da força-tarefa, um estrondoso esquema corrupto foi capitaneado por Lula para enriquecimento ilícito. O líder do PT teria agido com seu poder para que Duque se mantivesse nos altos cargos da Petrobras.

Lula negou o seu envolvimento nos atos irregulares e disse que, em nenhum momento, participava da rotina na Petrobras.

Condenado

Lula está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba e foi proibido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de concorrer às eleições.

Em seu lugar na disputa ao Planalto, o PT optou por colocar o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. A esperança do PT é que ele consiga pelo menos uns 80% dos votos que seriam para Lula. No PT, foi cogitado que se Haddad entrar, ele poderá dar um indulto ao condenado e dessa forma, tirá-lo da cadeia.

Outra esperança de Lula são as ações do novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.

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Ele já trabalhou no governo do PT e teria uma gratidão por tudo que Lula fez por ele. Entretanto, o ministro afirmou que o tema sobre prisão em segunda instância só seria colocado na pauta do tribunal no ano que vem.

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