O juiz federal Sérgio Moro determinou, nesta sexta-feira (14), a abertura do prazo para as manifestações finais do processo em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é acusado de corrupção através de seu envolvimento em contratos fraudulentos da Odebrecht com a Petrobras. A segunda sentença do magistrado da Lava Jato sobre Lula pode sair no mês de novembro, após o segundo turno das eleições. Todas as partes só se manifestarão após serem intimadas pela Justiça.

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Conforme denúncia do Ministério Público Federal (MPF), os desvios nos contratos feitos da construtora com a estatal petrolífera figurou em torno de R$ 75,4 milhões com base nas investigações da força-tarefa da Lava Jato.

Os procuradores afirmam que o ex-presidente Lula recebeu um terreno na capital paulista, onde seria construído um instituto com o seu nome. Além disso, um apartamento vizinho ao dele, em São Bernardo do Campo, teria sido entregue ao petista para que nada atrapalhasse os contratos ilícitos da empreiteira com a Petrobras.

Sérgio Moro poderá proferir segunda sentença de Lula apenas depois do segundo turno das eleições
Sérgio Moro poderá proferir segunda sentença de Lula apenas depois do segundo turno das eleições

A defesa do ex-presidente nega as irregularidades e afirma que ele não cometeu os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, conforme destacado na denúncia.

Prazos estipulados

Segundo os prazos estipulado pelo magistrado paranaense, ele determinou que a Lava Jato exiba as alegações finais dentro do prazo de dez dias. Depois, a Petrobras terá três dias para se manifestar. Só depois disso, é que as defesas dos réus vão se pronunciar, tendo para isso, treze dias como prazo.

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Diante de todos esses prazos, a tendência é que a sentença de Moro seja dada apenas em novembro, após o segundo turno das eleições.

Alguns advogados dos réus tentaram impedir que o juiz julgasse os casos dos seus clientes, alegando que ele não teria competência para isso. Entretanto, Moro negou todos esses recursos na quarta-feira (12).

Envolvimentos de Lula

O ex-presidente Lula foi condenado a nove anos e seis meses de prisão no caso do triplex de Guarujá.

Em janeiro deste ano, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) aumentou a pena do petista para 12 anos e 1 mês de regime fechado. Atualmente, o líder do PT cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.

Além da sentença sobre o triplex e da próxima sobre o terreno que teria sido destinado ao petista, Lula ainda é réu em uma terceira denúncia da Lava jato sobre o sítio de Atibaia. Nesse caso, ainda faltam os interrogatórios dos réus e o próprio depoimento do ex-presidente, que está certo de acontecer no dia 14 de novembro.

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