Nesta terça-feira (18), o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato [VIDEO], decidiu colocar a investigação que envolve o ex-secretário-geral do PT, Silvio Pereira, em segredo de Justiça. O magistrado determinou o nível 1 de sigilo, onde apenas as partes envolvidas têm acesso ao caso. Pereira também teve seus sigilos fiscal e telefônicos quebrados por ordem do Ministério Público Federal (MPF).

Silvio Pereira atuou durante a administração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Ele foi acusado de corrupção [VIDEO] e lavagem de dinheiro. De acordo com a força-tarefa da Lava Jato, Pereira foi beneficiado com vantagens ilícitas da GDK, e, além disso, teria recebido um jipe Land Rover, que vale R$ 74 mil, em troca de beneficiar a empreiteira com um contrato fraudulento com a Petrobras.

O contrato tem a ver com a Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas, em Linhares, no Espírito Santo.

Silvio Pereira teria recebido propina tanto da empresa de engenharia GDK quanto da construtora OAS. Segundo informações, o MPF afirma que o acusado era o responsável pelas indicações do preenchimento de cargos e funções públicas na administração pública federal.

Moro poderá, em breve, proferir a sentença.

Rebateu Toffoli

O juiz da Lava Jato também enviou um ofício, na sexta-feira (14), direcionado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. Moro não concordou com a ação do ministro de retirar de suas mãos os processos contra Guido Mantega e outros investigados da Lava Jato.

Toffoli atendeu a um pedido da defesa do ex-ministro e afirmou que as supostas práticas de corrupção cometidas por ele devem ser julgadas na Justiça Eleitoral, já que envolve caixa 2.

Toffoli ainda afirmou que o magistrado de Curitiba burlou uma decisão da Corte ao não cumprir o que foi decidido pela Segunda Turma do tribunal sobre esse caso.

Moro afirmou que a Justiça Eleitoral tem melhorado muito nos últimos tempos, entretanto, não é ágil para julgar um caso específico de crime de corrupção. Segundo o juiz, Mantega está envolvido em grave esquema ilícito que envolve a Petrobras.

Denúncia

Segundo essa denúncia, Mantega teria sido intermediário de uma propina de mais de R$ 50 milhões que eram destinadas ao PT através da Odebrecht. Uma parte desse dinheiro teria sido entregue aos marqueteiros da campanha de Dilma Rousseff, João Santana e Mônica Moura. Toffoli também retirou eles das investigações do Paraná.