Na última sexta-feira (14), a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu cerca de mil processos que estavam com o novo presidente da Corte, Dias Toffoli. Entre todos esses inquéritos, está o da presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), a senadora Gleisi Hoffmann [VIDEO]. Ela é investigada em um desdobramento da Operação Lava Jato por estar envolvida em um suposto esquema de fraude de empréstimos consignados para funcionários públicos federais.

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A Polícia Federal apontou nas investigações que a parlamentar teria sido beneficiada com propina. Ela nega qualquer irregularidade.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) ficará responsável em definir se arquiva o processo ou pede abertura de denúncia contra Gleisi.

Vale ressaltar que a ministra Cármen Lúcia está agora no lugar de Dias Toffoli na Segunda Turma da Corte e qualquer medida sobre esse caso terá que ser autorizado por ela.

Mais inquéritos

Outros processos que ficaram nas mãos de Cármen Lúcia são as investigações para averiguar se o deputado petista Décio Lima, de Santa Catarina, e o deputado Júlio Jorge (PP-RJ) teriam recebido valores ilícitos. Eles também negam qualquer procedimento errado.

A chegada da ministra na Segunda Turma do STF poderá acabar com as posições garantistas que tem prevalecido no tribunal nos últimos meses. O trio: Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli (agora presidente do STF) e Gilmar Mendes sempre derrotava os ministros Edson Fachin e Celso de Mello e as decisões deles, geralmente, eram uma afronta com os anseios dos procuradores da Lava Jato.

Com a entrada da ministra, a situação pode mudar e os advogados do investigados terem mais dificuldades para conseguir habeas corpus para seus clientes.

Processos

O gabinete de Dias Toffoli era o mais "enxuto' de processos. Os ministros que mais têm processos para análises são Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, e Marco Aurélio Mello.

Na Segunda Turma, a ministra Cármen Lúcia [VIDEO] voltará a participar dos sorteios da distribuição de novas ações. Dias Toffoli encaminhará para ela vários processos julgados, entre eles, está a liberdade do ex-ministro José Dirceu. O petista conseguiu um habeas corpus até que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgue o seu processo. Outros investigados da Lava Jato também estão aguardando para que os seus inquéritos sejam julgados. A intenção é conseguir o mesmo benefício do ex-ministro José Dirceu.