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Além de contestar a candidatura de Lula junto ao Ministério Público, Bolsonaro e demais candidatos e cidadãos [VIDEO], o partido Novo, do presidenciável João Amoêdo, quer que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) barre as propagandas eleitorais do PT (Partido dos Trabalhadores).

O Novo acusa a coligação petista "O Povo Feliz de Novo" de descumprimento de ordem judicial, além de apontar irregularidades na propaganda [VIDEO]. Citando a impugnação da candidatura do petista Luiz Inácio Lula da Silva na sessão extraordinária do TSE terminada no último sábado (1º), o Novo trouxe à memória a decisão do Tribunal, segundo a qual o órgão deixa claro que Lula não deve praticar dos atos de campanha, seja na TV ou no rádio.

Cuidadoso quanto ao cumprimento dos parâmetros legais já identificados e decididos pelo Tribunal Superior Eleitoral quanto à participação da figura de Lula nas eleições, o partido Novo move uma ação contra o PT no TSE, esperando que o órgão barre as propagandas.

O Novo acredita que o PT não está disposto a seguir o caminho da legalidade, no caso, a respeito da decisão do Tribunal. A gota d'água para o Novo de Amoêdo seria o fato de Fernando Haddad criticar aquilo que chama de "fraude" com relação ao ex-presidente, já que Haddad seria representante do mesmo.

Trechos das propagandas e o restante das ações movidas pelo partido Novo

O partido de Amoêdo adjetiva o ato de campanha do PT como descarado ao citar que trechos das propagandas levam a crer que o protagonismo é de Lula e não do candidato habilitado pela Justiça Eleitoral, no caso, Fernando Haddad.

Os trechos indiciados pelo Novo são referentes aos blocos exibidos neste sábado (1º, tanto na parte da tarde quanto na parte da noite. Neles Haddad afirma: "a decisão tá tomada, nós vamos com o Lula até o fim".

Prezando por uma concessão de medida cautelar, a ação contra o Partido dos Trabalhadores do Novo visa retirar 11 publicações da página oficial de Luiz Inácio Lula da Silva do Facebook, além da suspensão de propagandas e inserções tanto no rádio quanto na televisão das propagandas já feitas pela coligação.

O retrocesso da corte e a contradição da defesa

Vale lembrar que no julgamento de sábado a corte voltou atrás do que seria uma proibição total da participação do PT nos meios de comunicação. Exatamente no dia do julgamento de Lula, o TSE resolveu liberar as campanhas do partido petista.

Dada as acusações, a defesa do PT já preparou a sua defesa, e afirma que Lula pode aparecer em 25% da peça destinada aos apoiadores.

Caso o PT ofereça resistência, o TSE poderá até considerar as ações movidas pelo Novo.