Foi deflagrada pela PF (Polícia Federal) nesta terça-feira (18) a quarta fase da Operação Registro Espúrio que visa verificar se houve desvios de valores da Conta Especial Emprego e Salário, o CEES. Segundo informações da Agência Brasil, agentes da Polícia Federal já cumprem ordens, mandados para realizarem busca e apreensão e mais nove mandados de prisão temporária nas cidades de Brasília, São Paulo, Anápolis, Londrina e Goiânia. Expedidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

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Entre estes, foram apontados tanto servidores públicos quanto advogados no esquema criminoso de desvios de valores da CEES.

As investigações resultantes da Operação Registro Espúrio da Polícia Federal denotaram a presença de uma organização criminosa nas entidades que estivessem interessadas em obter de modo fraudulento restituições de contribuições da Conta Especial Emprego e Salário, sendo estas indevidas.

Como funcionava o esquema da organização

A Controladoria-Geral da União e o Ministério da Transparência apontaram que a organização criminosa entrava em ação quando ocorria o pedido de restituição, os quais eram manipulados pelos mesmos, o objetivo do grupo era adquirir Direito a créditos.

Transferidos da CEES, os valores, então adquiridos de maneira ilícita no esquema da organização eram depositados nas contas bancárias das entidades, o próximo passo do grupo era repassar um percentual para advogados e servidores públicos que integravam o esquema.

Os investigados, então envolvidos no esquema, devem responder criminalmente na Justiça pelos crimes de peculato e Corrupção, tanto passiva quanto ativa, sendo em resumo lavagem de dinheiro e falsificação, neste caso de documento público utilizados no esquema.

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Advogado, filho do Ministro do Tribunal de contas da União (TCU), Cedraz é alvo de 'Registro Espúrio'

Filho do Ministro do TCU Aroldo Cedraz, o advogado Tiago Cedraz também é alvo da operação da PF estando na situação de mandado de busca e apreensão. Bruno Galiano, um dos sócios de Tiago, pediu contra ele uma prisão temporária, informou o portal R7 junto ao Estadão e a Agência Brasil.

Cedraz também já chegou a ser citado na Lava Jato, na ocasião o advogado foi alvo na 45º da Operação da PF (Polícia Federal) por condução coercitiva, sendo suspeito de receber propinas da Sargeant Marine com a Petrobras; o fato ocorreu na Operação Abate II.

Há também relatos do mesmo ter sido contratado pela UTC para a atuação sobre a Usina de Angra 3, a discussão era a licitação de obras para obras de R$2 bilhões de reais, neste caso o escritório de Tiago teria negociado o pagamento de R$1 milhão.

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