Rodrigo Morais, delegado que comanda as investigações sobre o caso do atentado a vida do candidato Jair Bolsonaro, afirmou que o agressor Adélio Bispo de Oliveria agiu sozinho e não teve ajuda para executar o crime. O delegado informou durante entrevista para TV Globo, que de acordo com todos os dados colhidos até o momento, tudo indica que agressor atacou o candidato Jair Bolsonaro sozinho.

No início do mês, o candidato à presidência Jair Bolsonaro, levou uma facada na barriga enquanto fazia uma campanha Juiz de Fora (MG), o candidato passou por cirurgia e foi transferido para São Paulo. Jair Bolsonaro segue internado até o momento no Hospital Israelita Albert Einstein em São Paulo (SP).

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Investigação

Após ter analisado imagens do dia do atentado, ouvir mais de 30 pessoas, quebrar o sigilo telefônico e verificado diversos outro elementos o delegado afirma com convicção que Adélio Bispo agiu sozinho. Ainda segundo a Policia Federal, dias antes do ataque, Adélio descobriu através de um cartaz, que Bolsonaro faria uma campanha em Juiz de Fora e começou a acompanhar as notícias sobre o candidato.

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A investigação teve também foco na vida financeira de Adélio Bispo. Foram encontrados em duas contas bancárias de Adélio um total de R$ 12 mil provenientes de rescisões trabalhistas. Também foi apurado durante as investigações que Adélio possuía em seu nome, um cartão de crédito internacional nunca utilizado. A Polícia Federal chegou à conclusão após investigações que o dinheiro encontrado é de origem lícita e não foi encontrada nenhuma movimentação suspeita em suas contas bancárias.

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Jair Bolsonaro Governo

Conforme verificado, Adélio também tinha condições para pagar pela pensão onde estava em Juiz de Fora. O computador pessoal localizado com Adélio Bispo não era recente nem caro.

Também foi confirmado pela Polícia Federal que a faca utilizada por Adélio Bispo era dele e o mesmo tinha habilidade no manuseio, pois trabalhou em um açougue em Curitiba (PR) e como preparador de peixes e carnes em alguns restaurantes de comida japonesa.

A Polícia Federal vai instaurar um novo inquérito para dar andamento às investigações e analisar novamente todas as informações se aprofundando em como foram os últimos dois anos de vida de Adélio. Adélio Bispo de Oliveira segue preso até o momento e segundo informações da Polícia Federal em depoimento, ele declarou que agiu por razões políticas e religiosas.

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