O temor dos adversários de que o atentado sofrido na última quinta-feira (6), em Juiz de Fora, pudesse fazer as intenções de voto no candidato Jair Bolsonaro subir se materializou nesta segunda-feira (10), quando o instituto BTG Pactual divulgou a primeira pesquisa após o ataque a candidato do PSL, que também mostrou uma troca na segunda posição. O levantamento foi feito entre os dias 8 e 9 de setembro e ouviu 2 mil eleitores.

De acordo com os números, Bolsonaro soma 30% das intenções de votos (e pontos a mais em relação ao último levantamento feito pelo mesmo instituto) contra 12% do candidato do PDT Ciro Gomes, que aparece com 12%, mantendo o percentual anterior.

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A pesquisa também apontou um tríplice empate na terceira posição, com Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB) e Fernando Haddad (PT), com 8% das intenções de votos. A comparação ao levantamento anterior feito pelo BTG Pactual, mostra uma migração de votos de Marina para Haddad. Antes as candidata da Rede tinha 11% contra 6% do petista. Já o candidato tucano manteve seus 8%.

A margem de erro usada pelo instituto é de 2% para mais ou para menos, oque já mostra se desenhando um embate no segundo turno entre Ciro e Bolsonaro.

A explicação para o crescimento de Ciro está no impedimento do ex-presidente Lula concorrer.

Ainda falando sobre o último levantamento do PG Pactual, antes de Lula ter rejeitado seu pedido de candidatura, a pesquisa mostrava o ex-presidente na liderança com 37% dos votos, contra 26% de Bolsonaro e 7% de Ciro. Sem Lula, nos dois levantamentos, o ex-governador cearense praticamente dobra seu índice, passando a ter 12% das intenções de votos.

Potencial de voto dos principais candidatos também sobe

Não apenas nas intenções de votos que os dois principais candidatos do momento subiram.

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O potencial de votos, ou seja, quando o eleitor diz que poderia votar em determinado candidato, também subiu, de acordo com o recente levantamento do BTG Pactual. Bolsonaro, que antes tinha 35% agora passa a ter 40%, enquanto que Ciro, que foi de 34% para 36%. Já o tucano Geraldo Alckmin subiu um pouco, indo de 27% para 30%.

Haddad, que passou a ter mais visibilidade após o impedimento da campanha de Lula, também oscilou positivamente, indo de 20 para 24%, subindo quatro pontos, assim como Álvaro Dias, que passou de 15 para 19%.

Por outro lado, a candidata da Rede, Marina Silva, assim como na pesquisa de intenção de voto, também teve forte queda nesse quesito, caindo de 35 para 29%.

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