Um dos principais membros integrantes da força-tarefa de investigação da Operação Lava Jato decidiu se afastar da operação. Carlos Fernando dos Santos Lima foi contundente ao decidir se desligar da maior operação anticorrupção já implementada em toda a história contemporânea do país e uma das maiores já desencadeadas em todo o mundo.

Vale lembrar que a força-tarefa é conduzida em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no Paraná. O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima é considerado um dos mais atuantes e destacados membros da força-tarefa baseada na capital do Paraná.

Afastamento da força-tarefa de investigação

Um dos principais motivos alavancados pelo procurador Carlos Fernando é a proximidade de seu período de aposentadoria. Carlos Fernando tem 54 anos de idade e deve iniciar sua aposentadoria já no início do ano que vem. Vale ressaltar que o procurador da Lava Jato revelou que preferiu se manter afastado de investigações relacionadas a informações sensíveis que decorrem no âmbito da força-tarefa.

Entretanto, o membro do Ministério Público Federal foi enfático ao considerar seu retorno à Procuradoria Regional da República, no Estado de São Paulo. Ele deverá manter seu trabalho por meio de atuação no âmbito do TRF (Tribunal Regional Federal) até que seja iniciada a sua aposentadoria. Outro fato de relevância é que o procurador Carlos Fernando decidiu se afastar da força-tarefa da Lava Jato restando apenas poucos dias para o primeiro turno eleitoral, em 07 de outubro próximo.

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Lava Jato

Desde a semana passada, Lima não participa de atividades relacionadas à força-tarefa de investigação da Operação Lava Jato. Porém, o grupo de apuração deve ter prosseguimento nas investigações, contando com 13 integrantes, de acordo com informações repassadas pelo Ministério Público Federal. Entretanto, não há, até o presente momento, uma confirmação relacionada a quem deverá ser o substituto de Carlos Fernando dos Santos Lima.

Apregoa-se que o substituto do procurador seja um dos mais experientes do grupo de investigação e que teria atuado nos primeiros acordos de colaboração premiada do Brasil, ainda sem uma confirmação oficial.

Carlos Fernando ressaltou que "foram quatro anos e meio de trabalho intenso na força-tarefa de trabalho da Operação Lava Jato, cumulado com a totalidade da sua função na Procuradoria Regional de São Paulo".

O procurador foi ainda mais longe ao afirmar que entende que "seria preciso haver um afastamento de informações consideradas sensíveis às investigações, porém, sendo substituído e o trabalho deverá continuar no mesmo ritmo". Ao ser questionado sobre se teria algum tipo de interesse em entrar para a vida pública, o mesmo ironizou ao dizer que não se impressiona "por moscas azuis, já que o futuro seriam palestras, aulas e advocacia".

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