O general Eduardo Villas Bôas, comandante geral do Exército, concedeu uma entrevista ao Estadão e falou sobre o atentado sofrido pelo candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro, e sobre a posição das Forças Armadas caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se torne elegível e possa disputar as Eleições. O chefe do Exército deixou claro que é de suma importância respeitar a Lei da Ficha Limpa.

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Questionado sobre como o Exército acompanha a tentativa de candidatura de Lula, o general falou que os militares atuam em cima da legalidade, legitimidade e estabilidade. Ele relatou preocupações com essas alterações de ânimos devido às divergências políticas existentes no país. O general afirmou que é necessária uma decisão rápida sobre o caso de Lula para que exista um panorama político mais consolidado para as eleições.

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De acordo com Villas Bôas, a declaração do Comitê de Direitos Humanos da ONU foi uma tentativa de invasão da soberania nacional. Ele citou que isso pode ocasionar uma instabilidade no país e complicar até mesmo a legitimidade do próximo governo.

Posição das Forças Armadas no caso Lula

O chefe do Exército foi questionado sobre qual seria a posição das Forças Armadas caso o ex-presidente Lula fique elegível e até mesmo ganhe as eleições.

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Lula Eleições

O general afirmou que o propósito das Forças Armadas é servir ao povo e não se pode bater continência para A ou B. Entretanto, ele ressaltou que seria um péssimo cenário alguém sub judice afrontar a Constituição e a Lei da Ficha Limpa.

Segundo o general, a lei deve ser cumprida por todos e dessa forma evitar que o próximo governo seja sujeito a uma divisão da sociedade comprometendo a sua governabilidade.

O comandante afirmou que tudo tem que ser definido rapidamente para o processo eleitoral transcorra sem nenhum problema.

Bolsonaro como presidente

Ao responder as perguntas referente a Jair Bolsonaro, o general disse que o atentado sofrido por ele é um tipo de intolerância gigantesca que envolve o país. O oficial vê uma falta de capacidade das pessoas com questões políticas, ideológicas e pessoais.

Villas Bôas afirmou que, caso Bolsonaro vença as eleições, ele não é considerado um governo militar e as Forças Armadas terão uma conduta apartidária.

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A instituição funcionará da mesma forma independente do governo.

O general recebeu vários candidatos à Presidência e explicitou para cada um deles a importância do direito à Defesa.

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