Nesta segunda feira, dia 27, Alvaro Dias candidato pelo Podemos à Presidência da República nas eleições [VIDEO] de 2018, respondendo à sabatina do Jornal Estadão criticou claramente a política do “toma-lá-dá-cá” do atual governo. Também criticou a desigualdade entre candidaturas. O senador declarou que a campanha de 2018 é a "campanha mais desonesta, injusta e antidemocrática de nossa história". De acordo com Alvaro Dias, a legislação do sistema eleitoral serve apenas aos interesses dos grandes partidos em detrimento dos partidos chamados nanicos.

O candidato do Podemos disse ainda que há um grande sistema trabalhando ocultamente.

A competição é desigual e injusta entre os partidos chamados de Tubarões financiados por recursos próprios e os pequenos partidos chamados de nanicos. O tempo de rádio e TV para esses caciques são muito maiores e são permitidos pela legislação atual usarem recursos próprios contra o parco fundo eleitoral dos pequenos partidos.

Sobre o impeachment de Dilma Rousseff

O senador declarou que acha que a oposição fez o impeachment da ex-presidente Dilma pela metade. Porque deveriam ter impedido o atual presidente de tomar posse. Disse ainda que Michel Temer fez um "balcão de negócios" juntamente com a Câmara de Deputados para salvar a si mesmo. Temer passa muito mais tempo reunido com seus advogados do que governando, disse o presidenciável.

Política do “toma-lá-dá-cá”

O senador foi questionado sobre como conseguiria governar sem fazer o “toma-lá-dá-cá” com o Congresso Nacional.

Ao que respondeu que os parlamentares deverão colaborar com uma agenda suprapartidária de governo, onde teria ajuda da pressão popular. Disse ainda que seu governo vai se dividir em 50% gestão e 50% comunicação. O candidato pretende se comunicar com a sociedade para expor suas propostas e provar que são viáveis. Se conseguir apoio da população terá o apoio do Congresso disse.

O candidato a presidente considera que os recursos direcionados à educação, não são insuficientes e sim que são mal administrados por questão de gestão, honestidade e planejamento. Dentre as propostas do presidenciável para a educação estão a abertura de 500 escolas de orientação para o trabalho técnico e preparação de um milhão de jovens para este trabalho. Além disso, pretende investir forte na educação de 0 a 6 anos.

Sobre a Lava Jato

O presidenciável do Podemos disse sobre Lula ser candidato que é uma afronta, um desrespeito à "Lei da ficha limpa" e é uma tentativa de violentar o Estado de Direito. Também fez críticas à presença do nome de Lula nas pesquisas de intenção de voto. Não há como entender que pessoas de bem e inteligentes possam querer um candidato à presidência condenado pela Justiça declarou. O candidato afirmou que pretende transformar a Lava Jato em "política de estado" contra a corrupção.