Neste domingo (9), a TV Gazeta, em parceria com o jornal Estado de São Paulo, a rádio Jovem Pan e o Twitter, promoveu o terceiro debate entre os candidatos a Presidente da República. Sem as presenças de Jair Bolsonaro, que se recupera no hospital do ataque sofrido na última quinta-feira (6), e de um candidato do PT – Fernando Haddad ainda se apresenta como vice e Lula está preso – o tom mormo marcou o segundo encontro entre os postulantes ao cargo máximo do executivo nacional.

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Outra ausência foi a do Cabo Daciolo (Patriotas), evangélico, que alegou estar fazendo um jejum de 21 dias e por isso suspendeu todas as atividades de campanha.

Na plateia, ao invés dos militantes, estiveram presentes vários jornalistas e chefes de campanha. Com a ausência dos principais nomes ao pleito, o debate não atraiu a atenção do público e a emissora mal conseguiu ultrapassar um ponto de audiência, ficando até mesmo atrás da TV Cultura. Além disso, os momentos mais marcantes ficaram para o intervalo, que teve até direito a uma dancinha desajeitada de Ciro Gomes (PDT), e também uma gafe cometida por Henrique Meirelles (MDB), quando falava sobre a diferença salarial entre homens e mulheres.

Além do ex-governador do Ceará e do ex-ministro da Fazenda, o debate contou com as presenças dos candidatos Maria Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL) e Álvaro Dias, e também foi o primeiro a ser realizado após o atentado contra o candidato do PSL. O debate foi mediado pela jornalista Maria Lydia Flandoli e foi fragmentado cinco blocos.

De todos os seis presentes, quatro deles logo em sua primeira fala fizeram menção ao atentado ocorrido em Juiz de Fora. Apenas Boulos e Dias deixaram para mencionar o ocorrdo em outras oportunidades.

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Sem Bolsonaro, Alckmin vira principal alvo

Sem a presença do líder das pesquisas eleitorais, coube ao candidato Alckmin virar o principal alvo dos adversários. O tucano foi questionado por Meirelles a respeito de sua agressiva campanha contra Bolsonaro seria uma “atitude de radicalização”. O ex-governador de São Paulo respondeu que em nenhum momento pregou a violência. Em outro bloco, o candidato do MDB criticou a gestão de Alckmin no governo de São Paulo.

Também coube a Meirelles um dos momentos que mais arrancou gargalhadas da plateia. Ao falar sobre as diferenças de salários entre homes e mulheres o candidato do governo, sem perceber a gafe falou: “é absolutamente inaceitável mulheres ganharem mais que os homens na mesma função”.

Ciro também fez ataques a Alckmin sobre sua gestão no governo de São Paulo e ainda criticou a PEC quem impôs o teto para os gastos públicos, medida que teve o apoio dos tucanos.

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Nos intervalos, ao saber que liderava as menções no Twitter, o candidato do PDT ensaiou alguns op passos desajeitados de dança, arrancando risos da plateia.

Outro embate foi entre Boulos e Meirelles. O candidato do PSOL ligou o adversário a banqueiros e o sistema financeiro e ainda ironizou seu slogan de campanha, “Chama Meirelles” e do fato dele ter declarado uma fortuna de 400 milhões de reais. “Você diz que todo mundo chama o Meirelles. No nosso governo, nós vamos taxar o Meirelles”, disse.

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O ex-ministro se defendeu, afirmando que trabalhou por toda a vida e sempre pagou imposto, diferente de “quem vive de invadir terra e não contribui com o país”, fazendo clara referência a seu adversário, que é líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

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