O historiador e comentarista da rádio Jovem Pan Marco Antonio Villa criticou uma entrevista concedida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, à Folha de S.Paulo. O ministro foi questionado na reportagem sobre as chances do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser beneficiado com um indulto. Toffoli ressaltou que não existia chances de Lula ter um indulto específico para ele.

De acordo com Villa, existe sim a possibilidade de um indulto a Lula e o ministro estaria mentindo para a população. O historiador também lamentou quando soube que Toffoli iria comandar o Brasil com a viagem do presidente Michel Temer. Para Villa, o Brasil terá um ano de 2019 difícil. O PT pode ir para o segundo turno e isso tem causado um grande temor nos opositores. De acordo com o historiador, grande parte dos eleitores temem que o retorno do PT no poder transforme o país em uma Venezuela.

Ele citou uma despolitização nas eleições. Para ele não se tem propostas e projetos, mas apenas ataques. "Hoje temos Fernando Haddad sendo pau mandado de Lula, e Jair Bolsonaro internado após o atentado", declarou o sociólogo.

Indulto a Lula

Na entrevista concedida à Folha, o ministro respondeu várias questões sobre o ex-presidente, que está preso em Curitiba por Corrupção e lavagem de dinheiro. Questionado se um possível induto a Lula defendido pelo PT pode ser vetado no STF, Toffoli disse que "a hipótese não está colocada. Ninguém ainda decretou, seja algum tipo de anistia, seja o indulto a ele".

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Lula Corrupção

Toffoli também ressaltou que a ministra Cármen Lúcia e o ministro Luís Roberto Barroso teriam levantado a questão de que o indulto pedido por Michel Temer, no ano passado, não caberia beneficiar quem estivesse condenado por corrupção. Entretanto, o presidente do STF afirmou que essa discussão vai voltar a ser discutida no colegiado. Toffoli ainda disse que não caberia um indulto específico para Lula e sim, que integre em caráter geral.

Pressões

O ministro empossado como presidente da mais alta Corte afirmou que as pressões fazem parte do dia a dia dos ministros. Ele citou que de todos os lados aparecem as críticas e quem não aguentar tem que abandonar o barco. Ele comentou que nenhum voto já está certo e que muitas decisões podem ser alteradas. Por exemplo, sobre o tema prisão após a condenação em segunda instância, o ministro afirmou que também pode mudar seu voto, nada ainda está certo.

Ele afirmou que em tudo buscará sempre um olhar institucional dos casos para proferir a melhor decisão possível.

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