Nesta última sexta-feira, 14 de setembro, a Procuradoria Geral da República [VIDEO] pediu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que rejeite recurso da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O recurso era para a suspensão da condenação no caso tríplex. No entanto, a PGR posicionou-se contra os argumentos da defesa do condenado.

Lula está preso na carceragem da Polícia Federal desde o dia 7 de abril. O petista foi condenado por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Com as diversas tentativas da defesa para colocar o líder do PT em liberdade, foi colocado em evidência pela defesa um recurso especial, a fim de anular a decisão dos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4° Região, protocolada em janeiro.

A subprocuradora-Geral da República, Aurea Pierre, foi a responsável pelo pedido ao STJ. Pierre contestou os argumentos da defesa e avaliou que esse tipo de pedido não deveria, nem ao menos, ser julgado.

No parecer da subprocuradora, foi enfatizado que a condenação de Lula não contrariou a lei federal e nem deu interpretações diversas sobre o tema. Com isso, ela cita que a condenação do TRF-4 foi eficaz perante todos os outros tribunais e não caberia revisão.

Prisão de Lula e entrevista de Haddad

Desde que foi preso, a defesa de Lula tenta eliminar a pena de 12 anos e um mês de cadeia imposta pelos desembargadores. O petista segue o discurso de que foi "vítima" de uma emboscada envolvendo a Polícia Federal, o juiz Sérgio Moro e a oposição. No entanto, os argumentos de Lula ainda não o tiraram da prisão.

O petista também tentou se candidatar nas Eleições presidenciais deste ano, porém seu pedido foi negado pelos tribunais.

No momento, o pré-candidato à presidência da República, Fernando Haddad, representa o partido de Lula. Por outro lado, as pesquisas eleitorais mostram ascensão de seu maior opositor, o pré-candidato Jair Bolsonaro.

Nesta última sexta-feira Haddad foi entrevistado pela Rede Globo, no "Jornal Nacional". O petista iniciou suas falas desejando "boa noite, Lula". Na ocasião, os jornalistas enfatizam que a ex-presidente Dilma Rousseff é ré em ação penal. No entanto, Haddad afirmou que Dilma não seria ré, mas apenas investigada. O PT entrou em declínio após o impeachment de Rousseff, o partido é apontado, com grande ênfase, em crimes de corrupção [VIDEO] e lavagem de dinheiro nas investigações da Polícia Federal.