Nesta segunda-feira, 24 de setembro, o portal do jornal O Globo revelou mensagens que teriam ocorrido no principal grupo de estratégias do PSDB para o segundo turno das Eleições presidenciais. O assunto que chamou a atenção: uma possível aliança secreta entre o candidato dos tucanos ao governo de São Paulo, João Doria, e o candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro.

No grupo, há membros como o coordenador do plano de governo de Geraldo Alckmin, Luiz Felipe D'Avilla, e o ex-presidente do partido, Alberto Goldman.

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As mensagens enfatizam a queda de Alckmin na capital de SP e em todo o Estado, e também um suposto encontro que ocorreu entre Doria e pessoas do núcleo de Bolsonaro.

Segundo fontes do jornal, a conversa começou após comentários sobre o início da campanha de Doria ao governo do Estado, que tem como mote a seguinte frase: "Contagem regressiva. Faltam apenas 15 dias para você mudar São Paulo".

Ainda de acordo com o jornal, Goldman, que em outras ocasiões já mostrou sua insatisfação e contrariedade em relação a Doria, disse que não poderia esperar nada do candidato, nem no âmbito partidário e nem pelo lado "eticamente aceitável".

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Jair Bolsonaro Eleições

O portal ressalta que o ex-presidente dos tucanos acredita que Doria é "irmão siamês" de Bolsonaro. Além disso, Goldman aproveitou para dizer que Doria seria uma pessoa com interesses pessoais e vaidade política, além de ser contra os interesses do próprio partido, o PSDB. O que ainda estaria enfurecendo aliados de Alckmin é o suposto apoio do candidato do PSDB ao governo do estado a Bolsonaro.

As mensagens foram trocadas pelo aplicativo WhatsApp.

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O grupo tem como administradores os coordenadores da campanha de Alckmin.

Em outro ponto da conversa, Denise Zuanazzi, uma das assessoras do coordenador da campanha de Doria, mostrou indignação com a aproximação do ex-prefeito de São Paulo e também com supostas reuniões com pessoas ligadas a Bolsonaro.

Bolsonaro e Doria nas pesquisas eleitorais

O político do PSL está liderando as intenções de votos para o primeiro turno eleitoral. Mesmo internado no hosítal após sofrer um atentado, Bolsonaro segue à frente nas pesquisas.

Geraldo Alckmin, no entanto, está abaixo de nomes como Fernando Haddad, do PT, e Ciro Gomes, do PDT. O primeiro turno ocorrerá no próximo dia 7 de outubro.

Na corrida para o governo de São Paulo, Doria tem como maior adversário Paulo Skaf, do MDB. Há pouca diferença entre os dois e, ao que tudo indica, eles disputarão o segundo turno.

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