Em uma entrevista à Folha de S.Paulo, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, falou sobre assuntos polêmicos e ressaltou que qualquer resultado dessas Eleições será respeitado, inclusive pelas Forças Armadas. Segundo o ministro, é importante o debate eleitoral mesmo que o assunto seja a própria Corte.

A reportagem questionou Toffoli sobre declarações dos candidatos que estão a frente na corrida eleitoral.

Jair Bolsonaro, candidato pelo PSL, comentou que existe uma necessidade de se rever o número de ministros que compõe o STF. Já Fernando Haddad, candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), declarou que defende mandatos para ministros e não que fiquem com o cargo vitalício.

Dias Toffoli respondeu que, antigamente, os ministros viviam escondidos em suas decisões, ninguém sabia sobre o que votavam. Depois, tudo mudou e se tornou algo onde as pessoas sempre acompanham a decisão de cada um.

Dessa forma, os ministros se tornaram alvos de comentários, publicações e de assuntos eleitorais. A Operação Lava Jato, por exemplo, trouxe mais evidência sobre o STF com vários casos de Corrupção para que a Corte analise. isso tem ocasionado críticas, protestos e apoio a ministros.

Toffoli afirmou também que os presidentes da República, inclusive os militares, jamais indicaram para o Supremo nomes que antes não fossem dialogados com o Congresso.

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Lava Jato Sergio Moro

Eleição

O presidente da Corte ressaltou que nos últimos anos muitos escândalos tomaram conta do país. Ele citou as manifestações nas ruas em 2013, crise no mandato de Dilma Rousseff e seu impeachment, um presidente da Câmara afastado e denúncias contra um vice que está no poder. Isso acabou afetando a credibilidade das instituições.

Segundo Toffoli, entretanto, o Judiciário acabou se saindo bem e finalmente se chegou a uma eleição. Tudo ocorreu de uma forma complicada, mas concreta.

Crise

Na entrevista, o ministro afirmou que "o batismo da urna legitima os Poderes". Para ele, o resultado das eleições será respeitado por todas as forças políticas. Ele citou o jogo democrático envolvido nisso.

Questionado sobre as possíveis manifestações das Forças Armadas caso o resultado não seja aceito, Toffoli minimizou e ressaltou que os militares sabem da responsabilidade que possuem com a democracia, com a Constituição e as Leis.

"Qualquer que seja o resultado, será respeitado", declarou.

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