O deputado federal e candidato à presidência da República Jair Bolsonaro foi esfaqueado no fim da tarde desta quinta-feira, 6. O político fazia uma caminhada com simpatizantes na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais, quando uma pessoa o esfaqueou na barriga.

No momento do atendado, o político era carregado nos ombros de um fã. As imagens de Bolsonaro sendo esfaqueado logo se tornaram manchete nos noticiários e viralizaram na internet. Em pouco tempo a imagem do parlamentar sendo carregado para o hospital ganhou destaque em sites, programas de TV e redes como o Twitter.

Informações preliminares apontam que o político foi levado para um hospital de Juiz de Fora e que a lesão não foi grave.

O autor da facada foi preso em flagrante, mas não se sabe sua identidade ou a motivação para o crime.

Bolsonaro é conhecido pelo envolvimento em polêmicas e discursos considerados de ódio, como alegar que prefere ter um filho viciado a um filho gay, ameaçar metralhar a “petralhada”, defender uma guerra civil onde se matasse pelo menos 30 mil pessoas, incluindo o ex-presidente Fernado Henrique Cardoso, e muito mais. Os seus discursos extremistas podem ter motivado a ação do autor da facada, mas ainda não há informações oficiais sobre o caso.

No início de agosto a revista Época fez uma reportagem especial contando que em 1995, Bolsonaro foi assaltado e teve sua arma e sua moto levadas pelo criminoso. O deputado declarou que mesmo armado se sentiu indefeso no momento do crime. Na época, o secretário de segurança do Rio de Janeiro era seu amigo pessoal, e conferiu grande atenção ao caso, designando cinquenta policiais para recuperarem a moto e prenderem o meliante.

O bandido foi preso oito meses depois e apareceu morto misteriosamente em sua cela, em uma cena que especialistas julgam ser forjada para parecer um suicídio. O caso nunca ficou totalmente esclarecido, mas a moto do parlamentar foi recuperada.

Bolsonaro defende acabar com a violência revidando a violência

O deputado garante que se o cidadão de bem tiver uma arma na mão, poderá se defender da criminalidade e deixar de vítima [VIDEO]. Segundo ele, seus filhos manuseiam armas de fogo desde os cinco anos de idade. Dos seus filhos, aliás, apenas um é escrivão da polícia federal, o deputado Eduardo Bolsonaro, os demais não possuem cargo na segurança pública, mas Flávio e Carlos ostentam suas armas na cintura pelas ruas do Rio de Janeiro, sendo que um deles já se envolveu em um tiroteio há dois anos.

De acordo com a lei brasileira, a posse de arma é autorizada ao cidadão que cumpra todos os requisitos previstos na normativa, como ter no mínimo vinte e cinco anos e não ter antecedentes criminais, mas o porte de arma, ou seja, sair com a arma na cintura para qualquer lugar, é um privilégio dado somente a pessoas que pertencem a cargos de segurança. Existe um projeto de lei para estender esse direito aos advogados, mas ainda não há prazo para a discussão do tema [VIDEO].