Faltando 10 dias para as Eleições de segundo turno, a tensão entre os candidatos à Presidência da República do Brasil esquenta. De um lado está Jair Messias Bolsonaro (PSL) e do outro o candidato do PT, Fernando Haddad. Os dois acabaram protagonizando uma discussão no Twitter, com direito a acusações de ambos os lados.

Em meio à troca de farpas, Bolsonaro acusou Haddad de ser um “fantoche de corrupto”, [VIDEO] argumentando que o discurso que o candidato fez na sua campanha na periferia de São Paulo, no último dia 13 de outubro, não passava de conversa “fiada”. O petista, em campanha, disse aos paulistas que evitaria cometer os mesmos erros cometidos pelo PT nos governos passados.

Confira o comentário de Jair Bolsonaro feito em sua conta oficial do Twitter:

Em resposta, Fernando Haddad chamou o seu concorrente para um debate, mesmo que fosse numa enfermaria, já que Bolsonaro não pode comparecer aos debates televisivos devido às ordens médicas, por conta da facada que sofreu em Minas Gerais, em setembro. Haddad ainda foi mais incisivo e cutucou: “O povo quer que você compareça à entrevista de emprego”.

O candidato do PSL, por sua vez, respondeu o ataque do petista apelidando-o de “Andrade” e ressaltando que não perderia tempo em debater com um “poste”.

Também ressaltou que as visitas íntimas que o Fernando Hadadd faz ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, desde abril, são para receber ordens e insinuou que o mesmo poderia acabar atrás das grades como o seu mentor.

Fernando Haddad contestou Bolsonaro, postando uma foto de uma bancada de debate vazia e escreveu: “Te espero aqui, deputado.” [VIDEO]. Já o ex-militar rebateu a afronta, divulgando seu próprio site com o plano de governo de ambos, pedindo que os eleitores pudessem avaliar e tirar suas conclusões.

O estopim da discussão entre os presidenciáveis

O cerne da discussão entre os candidatos teve início logo depois que Haddad usou uma entrevista dada pelo ex-líder do Ku Klux Klan, David Duke, a um programa de rádio, na qual defendeu Jair Bolsonaro, alegando que o presidenciável é o candidato mais parecido com o que eles acreditam e defendem.

O grupo norte-americano prega a supremacia branca em detrimento de negros e judeus. Nesse sentido, o petista usou a entrevista para atacar o seu adversário, sugerindo que ele estava arrumando aliados para aumentar forças contra a minoria. Em razão disso, Bolsonaro se defendeu, alegando que o grupo poderia apoiar os esquerdistas.