Na tarde desta quinta-feira (04), respeitando os prazos estabelecidos pelo juiz federal Sergio Moro, o Ministério Público Federal (MPF) apresentou as alegações finais da ação penal que envolve suposto beneficiamento de propina sobre um terreno que seria sede do Instituto Lula e um apartamento vizinho ao que Lula mora em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. A força-tarefa pede que sejam condenados, além de Lula, o ex-ministro Antonio Palocci, o empresário Marcelo Odebrecht, o advogado Roberto Teixeira e mais quatro pessoas envolvidas.

A Lava Jato também exige o ex-presidente Lula pague R$ 75 milhões pela propina que ele intermediou com o Grupo Odebrecht, e o perdimento do apartamento vizinho ao que o petista mora.

Estamos a três dias da eleição e a Justiça não para de trabalhar. O MPF aproveita o momento para pedir a desconsideração do acordo de delação do ex-executivo da Odebrecht, Paulo Ricardo Baqueiro de Melo e sugere a aplicação de punição prevista legalmente. Para a Procuradoria, Melo faltou com a verdade nos depoimentos e teria ocultado provas.

Corrupção sofisticada

De acordo com a Lava Jato, houve um sistema sofisticado para o recebimento de propina que envolvia milhões. Admira-se o núcleo de empreiteiras poderosas, funcionários públicos, operadores e contas secretas no exterior que tinham o foco de assolar os cofres públicos.

Os procuradores notaram que aqueles que cometiam corrupção não buscavam apenas o enriquecimento ilícito, mas também apoio parlamentar e financiamentos caríssimos de campanhas.Após as alegações finais da Procuradoria, o próximo passo é a Petrobras, como assistente de acusação, apresentar suas considerações finais sobre o processo.

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Lava Jato Sergio Moro

Diante dos prazos estabelecidos, cogita-se que já em novembro, Moro profira a sentença sobre este caso. Os términos das alegações só permitirão o resultado de tudo após o segundo turno das eleições.

Atuação de Lula

Para os procuradores do MPF, está comprovada a atuação do ex-presidente Lula nos crimes de Corrupção e influência na Petrobras. Segundo a Lava Jato, as indicações do petista foram essenciais para que o esquema fraudulento que envolvia a estatal permanecesse a arruinar os cofres públicos.

Palocci era o interlocutor de Lula. Toda a propina que ia para o Partido dos Trabalhadores passava pelas mãos do ex-ministro com a ciência do líder.

A Promotoria pede ao Poder Judiciário que coloque esses atos cometidos como crimes de alto risco para a sociedade e que as punições possam ser severas.

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