Alberto Fraga, deputado federal de Brasília pelo DEM, foi parar no topo dos trending topics do Twitter após surgirem especulações de que o ex-candidato a governador pelo Distrito Federal seria um dos ministros do governo de Jair Bolsonaro (PSL). Além de deputado federal, Fraga é coronel reserva da Polícia Militar e ainda lidera a Frente Parlamentar da Segurança Pública, também conhecida como "bancada da bala".

A polêmica em torno dessas especulações sobre Fraga é o fato dele ser condenado por corrupção e cumprir pena de 4 anos, 2 meses e 20 dias de prisão em regime semiaberto.

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Alberto Fraga é acusado de pedir e receber R$ 350 mil em propinas da Coopertran, para que a empresa de ônibus e o governo firmassem um contrato.

Em gravações divulgadas pela TV Globo, Fraga reclama do valor baixo da propina. Tudo aconteceu em 2008, quando Fraga era secretário de transportes do governo de José Roberto Arruda, que também foi preso, ainda no exercício de seu mandato. Somente em 2018 Fraga foi condenado.

Outra polêmica envolvendo Alberto Fraga foi em publicação sua no Twitter sobre o caso de Marielle Franco.

Em sua conta oficial, o governador publicou que Marielle teria sido casada com o traficante Marcinho VP, além de ser usuária de drogas. A postagem foi apagada logo em seguida, confessando o erro à Rede Globo.

A polêmica sobre o "futuro ministro" condenado por corrupção

Tudo isso começou quando Jair Bolsonaro se reuniu com a frente parlamentar no dia 23 desse mês de outubro, e indicou Fraga como possível coordenador. Os internautas se revoltaram com tal especulação, pois Bolsonaro se elegeu carregando o discurso de que "iria varrer a corrupção do Brasil".

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Contudo, após essa confusão, Bolsonaro publicou um tweet em sua conta oficial, no qual afirmou que seus ministérios não serão compostos por condenados por corrupção e que todos os seus ministros serão anunciados em suas redes sociais.

Dos 15 ministérios, somente 3 estão confirmados

Na economia - que vai ser formado através da fusão entre Fazenda, Planejamento e Industria, e Comércio Exterior - concretizou-se o que vinha sendo especulado antes mesmo de sua eleição, sendo que o economista Paulo Guedes assumirá o "superministério".

Já na Casa Civil, Bolsonaro definiu Onyx Lorenzoni, atual deputado federal no Rio Grande do Sul (DEM). O ministério da Casa Civil compõe um dos principais cargos do governo de Bolsonaro. Lorenzoni é deputado desde 2003 e já foi citado no esquema de Caixa 2 da JBS. Na ocasião, ele assumiu que recebeu R$100 mil não declarados durante campanha em 2014. O parlamentar ainda afirmou que entregaria uma declaração ao Ministério Público assumindo o erro e que iria pagar pelo mesmo.

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O presidente também já confirmou o astronauta Marcos Pontes como futuro ministro de Ciência e Tecnologia, que inclusive já confirmou em um vídeo publicado em sua rede social.

Além desses, o juiz Sérgio Moro, principal nome da Lava Jato também é especulado como futuro ministro do governo de Bolsonaro. De acordo com o portal G1, Bolsonaro e Sérgio Moro já tem reunião marcada para essa quinta-feira (1º), para conversarem sobre o assunto. Se assumir, Moro terá em sua pasta o retorno da Policia Federal que, hoje, está subordinada ao Ministério da Segurança Pública.

De acordo com a Revista Exame, a lista completa poderá ser definida na próxima segunda-feira (5).

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