Nas últimas semanas, o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, vem sofrendo uma forte onda de críticas e ataques por parte de grupos femininos, além de mulheres do meio artístico, que aparentemente de forma espontânea têm gravado vídeos com críticas ao atual líder das pesquisas eleitorais. No entanto, a prática parece que não ter surtido efeito.

De acordo com último levantamento realizado pelo Ibope, em menos de uma semana o ex-capitão do Exército subiu seis pontos percentuais na preferência do eleitorado feminino, passando de 18% para 24%.

Essa subida se dá justamente em um momento em que ele sofreu os ataques mais fortes, com personalidades da mídia se posicionado contra sua candidatura e manifestações em vários estados.

Já seu principal adversário, o petista Fernando Haddad, oscilou um pouco negativo e agora aparece com 20% da preferência entre as mulheres, contra 21% do levantamento passado. No entanto, quando o quesito é rejeição entre o eleitorado feminino, o petista apresentou uma forte alta na última semana e, se antes era o terceiro colocado com 20%, saltou para 33% e já se aproxima de Bolsonaro, que viu sua rejeição entre o eleitorado feminino recuar um pouco, e agora está na casa dos 51%. Antes era de 54%.

Bolsonaro é o alvo, mas quem despenca é Marina

Um fato que vem chamando a atenção depois que teve inicio essa onda de protestos femininos foi justamente o desempenho de Marina Silva, que ao lado de Vera Lúcia, são as únicas candidatas mulheres a concorrerem a uma vaga no Palácio do Planalto. A candidata da Rede perdeu dois terços de seu eleitorado desde o dia 20 de agosto, passando de forte candidata a chegar ao segundo turno (na época era a segunda colocada, apenas oito pontos atrás de Bolsonaro) a já estar empatada tecnicamente com os candidatos que foram o bloco dos nanicos.

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Efeito teflon

Alguns adversários do candidato do PSL chamam essa resistência de Bolsonaro aos ataques de “efeito teflon”, em que nada contra ele cola. Eles acreditam que muito dessas esquivadas se devem ao sentimento antipetismo, que aumentou após Fernando Haddad ter sido oficializado como o candidato do Partido dos Trabalhadores.

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