Nesta segunda-feira (22), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, criticou as declarações feitas por Eduardo Bolsonaro, filho do candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro, de que "basta um soldado e um cabo" para fechar o STF. O decano da Corte chegou a dizer que essa atitude de Eduardo era "inconsequente e golpista" e mostra um tipo de irresponsabilidade de um parlamentar que só tende a comprometer a democracia no Brasil.

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Jair Bolsonaro decidiu enviar uma carta e expressar um sentimento de desculpas pela fala do seu filho. De acordo com as informações contidas na carta, Bolsonaro exalta o apreço por Celso de Mello, em decorrência da conduta impecável que ele tem nos seus trabalhos na Corte.

O candidato do PSL afirmou que essas manifestações mais emocionais, que fazem parte dos últimos tempos, são por razões de momentos conturbados e de ameaças sofridas durante o processo eleitoral.

Bolsonaro termina a carta com a seguinte frase: "O Supremo Tribunal Federal é o guardião da Constituição e todos temos de prestigiar a Corte".

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Reação dos ministros

Além de Celso de Mello, outros ministros da Corte repudiaram a fala de Eduardo Bolsonaro de quatro meses atrás, mas que ficou em evidência nesta segunda (22).

O presidente do STF, Dias Toffoli, mesmo sem citar o nome de Eduardo, falou que qualquer ataque ao Poder Judiciário é um ataque à democracia. Ele não gostou das declarações feitas pelo deputado e considerou isso como algo grave.

O ministro Alexandre de Moraes também condenou a fala do filho de Bolsonaro durante um evento pelos 30 anos da Constituição.

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Jair Bolsonaro Governo

Segundo Moraes, é lamentável um país com uma Constituição de 30 anos ainda ouvir coisas desse tipo que vem de alguém que representa o povo. O ministro ainda disse que vai acionar a Procuradoria-Geral da República (PGR) para que as declarações sejam investigadas.

Presidente do STJ pensa diferente

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha, já pensa um pouco diferente dos ministros da Corte. Ele afirmou que há um exagero das pessoas em relação à dimensão da fala do deputado.

Em um seminário no Rio de Janeiro, o presidente do STJ não viu nenhum tipo de ameaça de Eduardo ao Poder Judiciário. Ele simplesmente respondeu a uma pergunta caso o Supremo não deixar alguém legitimamente eleito assumir, o que poderia acontecer. Para Noronha, não houve má intenção do deputado em ferir a Corte.

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