Pesquisas mostram que o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, está em larga vantagem na disputa do segundo turno contra o candidato do PT, Fernando Haddad. Diante da ascensão dele, a cúpula das Forças Armadas tem tido conversas restritas de que Bolsonaro é mesmo o candidato que os representa. Entretanto, os generais da ativa ainda afirmam que as Forças Armadas não se envolvem em política e são neutros em relação a qualquer disputa.

Há alguns meses, era normal alguns generais ainda recusarem o apoio a Bolsonaro. Alguns diziam que ele tinha mais tempo de Câmara do que de Exército. Por isso, o consideravam mais político do que um militar.

Hoje, o discurso está mudando e o candidato do PSL [VIDEO] já é considerado, restritamente, dentro dos quartéis, como "nosso candidato". Apenas a Aeronáutica ainda mantém uma certa desconfiança com relação ao candidato.

Políticos acostumados com essa batalha que existe nas urnas pelos votos acreditam que um dos fatores determinantes da cúpula das Forças Armadas estar voltada a Bolsonaro é em razão do outro lado ter um partido alvo de vários escândalos de corrupção. Com a Operação Lava Jato, o PT teve muitos de seus membros envolvidos em propinas, inclusive, levando o seu maior líder, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para a cadeia.

Ordens de um condenado

Em vários discursos dos generais, como, por exemplo, o comandante-geral do Exército, general Eduardo Villas Bôas, eles têm enfatizado que não aceitariam serem submetidos às ordens de um condenado.

De acordo com o pensamento desses políticos, as Forças não simpatizam com o PT e isso tem sido a chance de Bolsonaro despontar no meio dos militares. Contudo, os oficiais ativos afirmam que não possuem qualquer lado político e se mantêm neutros diante de qualquer disputa.

Um dos candidatos que chegou a ser uma opção nos quartéis seria Ciro Gomes. Porém, ele deu declarações criticando a postura de Villas Bôas. Isso irritou os chefes das Forças Armadas [VIDEO], e Ciro perdeu o prestígio dos militares. O pedetista, que ficou em terceiro lugar no primeiro turno, chegou a dizer que prenderia Villas Bôas caso ele questionasse a legitimidade do futuro Governo.

Jogando a toalha

Segundo as informações da Folha de S.Paulo muitos membros do PT já estão admitindo a derrota para Bolsonaro. Um dos dirigentes da legenda chegou a chamar seus companheiros de pessoas que não conseguem enxergar adiante. Já o ex-presidente Lula passou uma mensagem de otimismo e disse que em duas semanas as coisas podem mudar.