O candidato ao governo de São Paulo, João Doria (PSDB), está sendo alvo de um vídeo que tem circulado pela internet, nesta terça-feira (23). No vídeo, Doria supostamente aparece com várias mulheres numa cama de motel. A data que está registrada na gravação é do dia 11 de outubro de 2018, período noturno.

João Doria é casado com a artista plástica Bia Doria e acabou de dar uma nota sobre o suposto vídeo que relacionaram a ele. A assessoria do candidato desmentiu que seja ele que aparece nas imagens junto com cinco mulheres.

Segundo as informações, ao verem as imagens, os tucanos ficaram perplexos e horrorizados e viram um jogo baixo dos adversários contra o candidato do PSDB. Um assessor chegou a dizer que isso era um "total absurdo". Um aliado de Doria, que não quis se identificar, comentou que o caso será levado à Justiça e a perícia vai confirmar a falsidade das imagens. Os tucanos creem que isso seja algum tipo de jogo sujo do candidato Márcio França (PSB).

Revoltado

Nesta terça-feira (23), João Doria comentou que aqueles que não estiverem satisfeitos no PSDB devem deixar o partido.

O candidato falou isso após ser questionado por repórteres sobre aqueles que são tucanos, mas estão declarando apoio a Márcio França.

Doria falou que não condena ninguém, caso a pessoa opte pela esquerda, contudo, afirmou que ele é totalmente contra os ideais desses grupos. O tucano também enfatizou a importância da vitória de Jair Bolsonaro para que o Brasil fique melhor e livre da corrupção do PT.

A pergunta dos jornalistas foi em decorrência do braço-direito de Doria em sua gestão na Prefeitura de São Paulo, Anderson Pomini, ter ido para o lado de França. Outro tucano que declarou apoio a Fernando Haddad foi Daniel Annemberg, atual secretário de Inovação e Tecnologia da Prefeitura e que havia sido nomeado por Doria.

Na postagem no Face de Annemberg, ele cita que jamais apoiaria Bolsonaro por nunca ter feito nada em sua trajetória política e que só leva violência aonde vai.

Em forma de resposta a isso, Doria afirmou que após as eleições, o partido vai sentar e ver quem jogou contra os ideais do PSDB e afastar integrantes que não fazem parte da mesma ideologia do partido. De acordo com Doria, o PSDB vai defender uma linha liberal na política econômica do governo, que seria aquilo que defende Paulo Guedes, o economista de Bolsonaro.

Traidor

Questionado mais uma vez sobre os tucanos que declaram apoio contra ele, Doria lembrou da reunião em que Geraldo Alckmin o chamou de traidor e disse que agora eles podem ver, na verdade, quem são os traidores.

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