Nesta última quinta-feira, 25 de outubro, o general Augusto Heleno, que já foi anunciado como ministro em um possível futuro Governo de Jair Bolsonaro, revelou que teve acesso a escutas telefônicas que comprovariam a existência de uma ameaça terrorista contra o presidenciável.

Augusto Heleno enfatizou que as ameaças são verídicas, porém não informou a origem da documentação da qual teve acesso, justificando que são informações sigilosas. Em clara declaração, o general afirmou que Bolsonaro está sendo, realmente, ameaçado, e que há uma organização criminosa por trás, mas que ele não iria citar o nome dos envolvidos.

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Além das escutas telefônicas, o general sinaliza que também há mensagens.

O general Augusto Heleno disse que não tem obrigação de revelar a origem das escutas e das mensagens. Ele também disse que "todo o país do mundo faz isso" e que as informações da suposta ameaça chegaram até a sua mesa.

Ministro Raul Jungmann

O ministro da Segurança Pública do governo do presidente Michel Temer disse que analisou a declaração do general da reserva nas redes sociais e que tomará as devidas providências, caso o partido de Bolsonaro acione o governo.

Jungmann disse que não lhe cabe comentar sobre tais informações.

Segundo painel da "Folha de S.Paulo", tanto a Polícia Federal quanto o Palácio do Planalto decidiram não comentar sobre as supostas ameaças.

Vídeo nas redes sociais

O general Augusto Heleno explicou que o motivo de Jair Bolsonaro não sair de casa é pelas ameaças terroristas que está sofrendo. Desde que sofreu um atentado em setembro, o presidenciável mantém-se o máximo de tempo possível em sua residência.

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Augusto Heleno disse que foi recomendado que toda a vez que Bolsonaro fosse sair de casa, houvesse um vasculhamento em torno do local. Além do mais, o capitão reformado não poderia sair com horário marcado, e por conta disso não foi aos debates televisivos. O general enfatizou que o fato de não ir aos debates nada tem a ver com "medo" de debater com o petista Fernando Haddad.

Com equipamentos de uso militar, a segurança na casa de Jair Bolsonaro foi reforçada.

Um exemplo é o uso de uma camuflagem utilizada em matas que foi instalada na área externa de sua residência. Bolsonaro foi orientado a manter-se atrás da camuflagem.

O quintal de Bolsonaro é fechado com uma cerca viva e não tem muros. Os fundos do imóvel dão para uma rua interna do condomínio. O presidenciável mora em um condomínio de alto padrão, localizado na Barra da Tijuca, zona Oeste do Rio de Janeiro.

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