Nesta segunda-feira (8), um dia após as Eleições, circulou na internet a imagem de um boletim de urna, a qual era atribuída como prova de fraude nas urnas. Nele, o candidato do PT, Fernando Haddad, aparecia com 9099 votos enquanto que Jair Bolsonaro (PSL) e Geraldo Alckmin (PSDB) estavam zerados. Além disso, o número de eleitores aptos a votar naquela seção era de 777. No entanto, a informação era falsa e a imagem foi alterada digitalmente.

O portal do projeto Comprova teve acesso ao boletim original. Ele é da cidade de Nagoia, no Japão, onde na realidade o candidato petista teve nove votos, o que no boletim saiu com 00009. Bolsonaro teve 372 votos e o tucano 11. O Tribunal Superior Eleitoral lembra ainda que candidatos que não recebem votos em uma urna, não tem seu nome impresso no boletim.

As outras informações como eleitores aptos a votar, o número de ausentes e demais dados da seção são verdadeiros, assim como o horário em que o boletim foi divulgado. A imagem chegou a ser compartilhada pelo perfil oficial do candidato no PSL no Instragram.

Vídeo de urna se autocompletando era falso

Logo nas primeiras horas de votação no último domingo (7), começou a circular nas redes sociais um vídeo, no qual um eleitor se queixava de que na hora de votar para presidente, ao apertar a tecla 1, a urna eletrônica automaticamente já completava o voto para Fernando Haddad.

O fato levou o Tribunal Superior Eleitoral a se manifestar, alegando que o vídeo é falso.

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O TSE também divulgou um vídeo mostrando como é feita a montagem das imagens e também uma nota oficial dando mais detalhes.

“O vídeo não mostra o teclado da urna, onde uma pessoa digita o restante do voto”, explica um técnico do TSE durante o vídeo publicado na internet que detalha a farsa. Ele sugere que como não foi mostrado todo o teclado da urna, uma segunda pessoa pode ter apertado o outro número ao mesmo tempo para dar a entender que o voto foi automático.

Além disso, em outro momento, ele chama a atenção para a sombra que aparece em cima da tela de retina, o que não deveria acontecer, o que leva a crer que também houve montagem.

Ele também chama a atenção para o fato de existirem dois sons de clique e também que ao final o vídeo é cortado, o que não é possível fazer com imagens enviadas por telefone celular.

O Tribunal Superior Eleitoral lembra ainda que não existe a possibilidade da urna se autocompletar e que isso já foi comprovado em por auditoria de votação paralela.

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