O candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) tem pela frente a definição do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para o dia 28 de outubro. Com vantagem nas pesquisas de intenção de votos, o candidato conservador já começou a planejar quem ocupará cada um dos ministérios de seu governo.

Nesta sexta-feira (19), o presidenciável afirmou que o astronauta brasileiro Marcos Pontes comandará o Ministério da Ciência e Tecnologia caso seja eleito presidente da República.

Bolsonaro também afirmou que quer diminuir o número de cargos comissionados na administração federal.

No momento, são 23 mil funcionários e Bolsonaro quer reduzir este número, pelo menos, metade. O candidato ainda não sabe o número exato.

Além de Marcos Pontes, Bolsonaro já havia confirmado Paulo Guedes como ministro da Economia, o deputado federal Onyx Lorenzoni para a Casa Civil, e o general da reserva Augusto Heleno para a Defesa.

O candidato do PSL pretende diminuir também o número de ministérios. Ele já afirmou algumas vezes que vai, por exemplo, fundir as pastas de Meio Ambiente e Agricultura.

O ministro dessa pasta deve ser indicado por um nome sugerido pelo setor de agronegócio, que está apoiando a candidatura do ex-deputado federal.

Bolsonaro aparece na liderança das últimas pesquisas divulgadas pelo Datafolha e pelo Ibope. O candidato do PSL vence Haddad de 59% a 41% dos votos válidos nos dois institutos.

Marcos Ponte, o astronauta brasileiro

Marcos César Pontes, de 55 anos, nasceu na cidade de Bauru, interior de São Paulo, em 1963.

Pontes é tenente-coronel da Força Aérea Brasileira (FAB). Antes de se tornar astronauta, atuou como piloto de caça.

Em 2006, Marcos Pontes ficou nacionalmente conhecido ao se tornar o primeiro astronauta brasileiro, de um país de língua portuguesa e sul-americano ao ir ao espaço.

Pontes fez parte da chamada "Missão Centenário", que recebeu esse nome como forma de homenagear os 100 do voo de Santos Dumont, em 1906, a bordo do avião 14 Bis.

O astronauta ficou nove dias no espaço. Ele viajou na nave russa Soyuz TMA-8 e retornou na Soyuz TMA-7. No espaço, ele testou experimentos brasileiros para execução em ambiente de microgravidade.

Para ser astronauta, a pessoa não precisa ter ido necessariamente ao espaço. Marcos Pontes recebeu esse título no ano 2000, quando concluiu curso na NASA. Ele foi indicado como representante a que o Brasil tinha direito no programa espacial da NASA.

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