Na tarde desta quinta-feira (11), o candidato Jair Bolsonaro (PSL) participou pela primeira vez, após o atentado ocorrido em Juiz de Fora, Minas Gerais, de um ato público de campanha. Após ser esfaqueado por Adélio Bispo de Oliveira, no último dia 6 de setembro, o presidenciável apenas conversou com seus apoiadores e eleitores através de vídeos na internet e de entrevistas à televisão.

Paulo Guedes e Onyx Lorenzoni serão ministros do governo Bolsonaro

Como já era esperado, Jair Bolsonaro discursou aos seus principais apoiadores e afirmou que o economista Paulo Guedes será o ministro da Fazenda em seu eventual governo.

Publicidade
Publicidade

Como Chefe da Casa Civil, Bolsonaro disse que o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS) assumirá a pasta.

Paulo Guedes será responsável pelo ministério mais importante do governo, além disso, ele também tomará conta do Ministério do Planejamento, já que Bolsonaro quer fundir os dois ministérios e formar um superministério da economia. Guedes e Onyx Lorenzoni estiveram no ato desta tarde com Bolsonaro e confirmaram a aliança com o candidato do PSL.

Participação de Bolsonaro em debates

Durante seu discurso, o presidenciável admitiu que pode deixar de comparecer aos debates na TV por “questão estratégica”. Em sua totalidade, o discurso de Bolsonaro durou cerca de 25 minutos.

Segundo informação do portal G1, os médicos que o atendem disseram que Bolsonaro ainda não está liberado para participar de debates e que poderá apenas ficar fora de casa por períodos muito curtos. Um novo prognóstico sobre o estado de saúde será divulgado apenas na próxima quinta-feira (18).

Publicidade

Haddad critica Bolsonaro e diz que adversário 'naturalizou' a violência

Fernando Haddad foi incisivo mais uma vez em suas críticas ao seu adversário no segundo turno das Eleições presidenciais. Segundo o petista, os três casos de violência cometidos recentemente por supostos apoiadores de Bolsonaro são apenas reflexos de um político que sempre estimulou a violência e admirou torturadores do período da ditadura militar.

"Chegou a naturalizar estupro e tortura nos cárceres da ditadura.

É essa pessoa que está disputando a Presidência da República. É alguém que naturalizou a violência e agora se assusta com ela", criticou Haddad.

Entre os crimes praticados recentemente, Haddad citou o caso de uma jovem gaúcha que teve o corpo marcado por uma suástica, símbolo do nazismo. A marca teria sido feita por um suposto apoiador de Bolsonaro que se irritou com a jovem que vestia uma camiseta com a frase #EleNão, lema da campanha das mulheres anti-Bolsonaro.

Publicidade

Leia tudo